14/02/2018 13h50

Um olhar que brilha, uma voz que incendeia!

Por: Rosildo Barcellos

 
 

A música sempre esteve presente na cultura da humanidade. As poesias trovadorescas, acompanhadas por sons, e os poemas simbolistas, que visam à musicalidade nas suas criações, são exemplos do uso artístico da música, no qual o objetivo é proporcionar prazer aos ouvidos e evocar sentimentos. A música é reconhecida como uma modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento. Na música estão contidos três elementos: as palavras, a harmonia e o ritmo, mas antes disso quero ressaltar que amúsica não está ligada somente a notas, melodias, harmonias. A música está ligada diretamente conosco, com nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações, e até mesmo a nossas escolhas na vida. Falar sobre música, é tão complexo quanto falar sobre sentido da vida, ou até mesmo teorias sobre o surgimento da vida em nosso planeta. Por que este tema que é tão difícil de se discutir, parece ser tão fácil de entender?

Entretanto falar de música atual fica facil de entender quando tratamos de Juliana Monteiro. Suas interpretações levam aos palcos demandas sociais vigentes, como o emponderamento feminino, direitos isonômicos e o combate a opressão de gênero. Certamente que a música sertaneja atual, não deixa de ser um produto de consumo de massa. Mas Juliana Monteiro abarca a maior amplitude possível de ação, pois com o apoio e participação do DJ Tonny, busca um público que quer mais. Mais alegria, mais diversão, com as pitadas do eterno romantismo, que certamente, nunca sairá de moda.

Indubitavelmente, que nos idos da década de 20 quando duplas masculinas, eram formadas no interior de São Paulo, o mundo, ou seja, a nossa sociedade e a divisão dos papéis entre homens e mulheres tinham diferenças consideráveis e o fundamento era restrito ao casamento de vozes. Até surgir a música sertaneja (na voz feminina) com as Irmâs Castro que em 1945 gravaram "Beijinho Doce", de autoria de Nhô Pai, passando por Irmãs Galvão e Inezita Barrozo que abraçaram as raízes, temos na pessoa de Juliana Monteiro a sintetização do espectro musical brasileiro em suas apresentações.

Assim, a versatilidade feminina dessa maravilhosa cantora, é traduzida na maior amplitude da palavra, e tanto no visual, quanto nos gestos, consegue adocicar e apimentar seu fiel e crescente público em instantes. E por que vemos tantos artistas de qualidade e sucesso ruirem no anonimato? Duas simples situações: Ingratidão e descaso. E neste ponto reside o diferencial de Juliana Monteiro. Seu sorriso é a porta aberta para novas emoções, e seu abraço, abarca a todos os corações, sedentos de sentimentos, através da música. Que venha o sucesso!

*Articulista

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