15/12/2014 05h30

Leia o artigo - Lembrando bons administradores públicos de Waldir Guerra

Waldir Guerra faz uma homenagem ao Governador André Puccinelli

Divulgação (TP)
 
 

O fim do ano se aproxima e com ele vai chegando ao fim também o mandato de muitos políticos. Uns já saem tarde e para satisfação geral deveriam ter encerrado sua vida pública bem antes, mas dos nefastos deixemos até mesmo de nominá-los, pois não valem a pena.

Contudo, alguns outros, a obrigação de lembrá-los se faz necessário para que sirvam de exemplo aos novatos que assumem suas novas administrações.

Dos que merecem ser lembrados o primeiro nome que vem da memória é o atual governador, André Puccinelli; ele entrega o cargo e assim encerra, depois de vinte oito anos ininterruptos, sua empreitada política.

Não importa agora a opinião dos seus adversários, muito menos de seus inimigos (e quem não os tem?). Vale dizer que foi um dos melhores prefeitos de toda história de Campo Grande e preste atenção: se há uma cidade no país com histórico de ter tido bons prefeitos, certamente, Campo Grande é uma delas. Foram dois mandatos consecutivos de André Puccinelli como prefeito da Capital perfazendo oito anos de uma excelente administração pública.

Além disso, os campo-grandenses atenderam sua indicação e elegeram para sucedê-lo na Prefeitura da capital seu partidário, Nelsinho Trad, que também cumpriu dois bons mandatos. Mas todos sabem que Nelsinho tinha, além do apoio, o aporte de muitos recursos e obras do Estado realizadas na Capital pelo governador André Puccinelli.

Os sul-mato-grossenses do interior até podem apresentar algumas reclamações dos oito anos da administração estadual de André, mas os campo-grandenses, não. Estes só têm bons motivos para lhe serem gratos. Nestes últimos oito anos, como governador, André ajudou muito a capital.

São muitos os méritos a lhe serem atribuídos, mas ao André, o maior deles é ter consertado as finanças do Estado. Recebeu o Governo após oito anos de administração petista e o MS estava na mesma situação que hoje se encontra o Rio Grane do Sul, após mais uma administração petista: quebrado, financeiramente. André entrega sua administração em condições de seu sucessor andar fazendo promessas de baixar impostos.

Se ele vai encerrar a vida política ninguém sabe ainda, mas certamente não será candidato novamente à prefeitura de Campo Grande. Talvez ao Senado daqui a quatro anos – sim, porque seria lastimável não aproveitar sua capacidade e experiência para continuar ajudando o Estado e o próprio país.

Outro político sul-mato-grossense que sai de mansinho é o eterno deputado estadual Londres Machado. Tentou agora eleger-se vice-governador, mas não conseguiu e tudo indica sua participação daqui para frente será apenas para orientar a filha que, eleita deputada estadual, vai substituí-lo na Assembléia Legislativa.

Não existe político no estado de Mato Grosso do Sul que não deva alguma obrigação ao deputado Londres Machado. Pelo menos, algum bom conselho saiu dele a fim de orientar quem o procurou. Nem mesmo seus adversários mais ferrenhos dispensavam sua opinião.

Contudo, quem mais deve a Londres Machado não são os políticos, mas o próprio Estado de Mato Grosso do Sul. Londres participou da criação do Estado, ou seja, desde 1/1/1979 até hoje. Presidiu a Assembléia Constituinte em 1987. Sabe tudo; fala pouco e se esconde na humildade. Políticos assim, não deveriam se aposentar.

Antes que as festas de final de ano aconteçam e nos dediquemos inteiramente aos encontros com familiares e amigos é bom lembrar os bons administradores públicos que encerram seus mandatos.

  • Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal. E-mail: wguerra@terra.com.br

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