27/07/2017 9h30

Amambai: Morango é retirado da merenda escolar e preocupa produtores

Geslaine Aparecida Alves aumentou de 14 para 20 canteiros de morango, visando oferecer na merenda escolar, porém recebeu a notícia que o fruto foi retirado do cardápio

Amambainoticias
 
 
Geslaine Aparecida Alves aumentou de 14 para 20 canteiros de morango / Foto: Moreira ProduçõesGeslaine Aparecida Alves aumentou de 14 para 20 canteiros de morango / Foto: Moreira Produções

Alguns produtores de morango do município de Amambai estão preocupados com o que farão com a safra do fruto, já que desde o fim do semestre passado, a prefeitura municipal cortou o produto do cardápio na merenda escolar, que era para onde iria grande parte da produção.

O corte que abrange não só o morango, mas também verduras como rúcula, chicória, rabanete e abóbora cabotiá, pegou muitos pequenos produtores de surpresa, já que alguns haviam investido em suas propriedades para oferecer mais produtos, como é o caso da agricultora familiar, Geslaine Aparecida Alves, de 39 anos, que aumentou de 14 para 20 canteiros de morango, visando oferecer na merenda escolar.

"Nós realmente ficamos surpresos, porque entregamos o morango na merenda escolar desde as gestões passadas e por isso nos preparamos para entregar neste ano novamente, mas fomos avisados que o morango seria cortado", disse a Geslaine.

Diante da situação, Geslaine, assim como os outros produtores do fruto - que na Associação dos Agricultores Familiares de Amambai (Assafam), somam cerca de 10 produtores – buscam alternativas para conseguir vender o produto. "Eu tenho 16 mil pés de morango plantados, que produzem muito e para não perder, eu vendo na rua e levarei parte da minha produção para Paranhos, onde um colega meu, também agricultor, que já entrega na merenda escolar de lá, vai pegar parte do meu produto", explicou Geslaine.

 
Morangos produzidos por Geslaine / Foto: Arquivo Pessoal - GeslaineMorangos produzidos por Geslaine / Foto: Arquivo Pessoal - Geslaine

Espaço para a venda do produto

Segundo Geslaine, quando os produtores de morango souberam do corte, procuraram a administração municipal para juntos encontrarem uma solução para o problema. Vender mais barato foi uma das opções dadas pelos agricultores, porém não pôde ser aceita pela administração, já que o preço do produto, que hoje é de R$ 23,00 o quilo, é baseado nos preços de mercado.

Neste caso, segundo ela, a administração se comprometeu a alugar um espaço para que os agricultores comercializem o morango, mas até agora nada foi feito.

"Como plantamos muito, se nós vendêssemos por R$ 10,00, já seria bom para nós, mas a Prefeitura não pôde, então eu falei que vou vender o produto, de uma forma ou outra, se for proibido colocar umas caixas com toalhas na praça pra vender o morango, então eles vão ter que me prender, porque eu vou pra lá", disse a agricultora. E concluiu: "Em momento algum eu quero brigar com a administração, nem nada, eu só quero poder vender meu produto e não sair no prejuízo".

Versão da Prefeitura

De acordo com o responsável pela aquisição da merenda escolar, Raul Meyr, o corte de produtos da merenda escolar aconteceu não para conter gastos da prefeitura, e sim, por conta de uma readaptação no cardápio escolar, feito por uma nutricionista.

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