28/01/2018 06h20

MS:Clima atrasa a colheita em Amambai e região da fronteira

Expectativa é que a colheita da soja começe a partir do dia 10 de fevereiro.

Correio do Estado
 
 
Produtividade média da safra atual deu um salto para 58,5 sacas por hectare - Foto: DivulgaçãoProdutividade média da safra atual deu um salto para 58,5 sacas por hectare - Foto: Divulgação

O clima chuvoso, que tem mantido o céu encoberto por grande parte dos dias, está atrasando do ciclo da soja e com isso também deverá atrasar o início da colheita da oleaginosa em Amambai e na região.

Já havia ocorrido um pequeno atraso na época do plantio, na ocasião por conta da falta de chuva, mas nada disso deve intervir significativamente e a expectativa, segundo o diretor da Aprosoja/MS (Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Christiano da Silva Bortolotto, é que a média de produtividade da safra 2017/2018 fique acima da média histórica para a região, ou seja, a perspectiva é de safra recorde.

De acordo com a entidade, a produção média na safra 2014/2015 foi de 50 sacas por hectare, na safra 2015/2016 de 53 sacas/há e na safra passada, 2016/2017 a produtividade média deu um salto para 58,5 sacas por hectare.

Com os atrasos causados no plantio e no ciclo da planta por questões climáticas, a expectativa é que a colheita da soja comesse de forma mais intensa em Amambai e região a partir do dia 10 de fevereiro, segundo Bortolotto, que também é agricultor.

O técnico agropecuário Sérgio Costa Curta, do escritório de planejamento agrícola Agrotec S.C Ltda, com sede em Amambai e responsável pelos levantamentos para a estatística agrícola do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no município, ressalta que não há umidade em excesso, porém a soja poderá ser afetada pela pouca luminosidade, mas o especialista não vê a possibilidade de perda significativa na produção por conta das condições climáticas.

Um dos pontos preocupantes nessa reta final de desenvolvimento dos grãos, segundo Sérgio Costa Curte é em relação as pragas na lavoura.

O técnico agropecuário faz um alerta aos produtores em relação ao risco de surgimento intensificado de pragas, tendo em vista o clima favorável aliada a dificuldade de se controlar com a aplicação de defensivos devido às chuvas frequentes.

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