Menor média

Veranicos devem levar soja de MS a ter menor média de produtividade das últimas três safras

Dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que atribui retração a dois veranicos, em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

14/02/2019 06h10 - G1

 
Colheita da soja em Mato Grosso do Sul; produtividade média deve ser a menor das últimas três safras — Foto: Anderson Viegas/G1 MSColheita da soja em Mato Grosso do Sul; produtividade média deve ser a menor das últimas três safras — Foto: Anderson Viegas/G1 MS

Mato Grosso do Sul deve registrar nesta safra (2018/2019) uma média de produtividade da soja de 52,5 sacas por hectare, segundo levantamento divulgado nta terça-feira (12), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É a menor média das últimas três temporadas. No ciclo 2017/2018 foi de 59,8 sacas por hectare e no 2016/2017, 56,66 sacas por hectare.

Frente a safra passada a redução é de 12,3%. A Conab atribui essa quebra a dois veranicos – períodos de grande estiagem, com altas temperaturas e baixa umidade, registrados em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

Conforme a companhia, o tamanho das perdas variou em razão da região do estado, variedade utilizada, época de semeadura, manejo e textura do solo. Entretanto, aponta que várias lavouras foram muito afetadas nas fases mais críticas, a do enchimento de grãos e da frutificação.

O levantamento ressalta que as lavouras mais afetadas foram as plantadas entre o fim de setembro e o início de outubro, e das variedades mais precoces.

Com a queda expressiva na produtividade, a Conab reitera que mesmo com o aumento da área cultivada com o grão neste ciclo de 5,4% frente ao anterior, de 2,672 milhões de hectares para 2,816 milhões de hectares, que deverá ocorrer uma retração de 7,6% no volume total da produção em comparação com a temporada passada, de 9,600 milhões de toneladas para 8,871 milhões.

Essa foi a terceira revisão para baixo na projeção da safra de soja em Mato Grosso do Sul feita pela Conab. No primeiro levantamento divulgado em outubro, a estimativa chegava até os 9,528 milhões de toneladas. Em dezembro, caiu para 9,209 milhões de toneladas e em janeiro para 9,012 milhões de toneladas.

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