08/11/2017 15h50

Comerciante vira 'herói' após salvar crianças de carro levado pela enchente.

"Ele retirou os meninos pela janela do carro, segurou um em cada braço e saiu carregando os dois, com a água acima da cintura até chegar em terra firme"

MS Notícias
 
 
Foto: Divulgação/Assessoria.Foto: Divulgação/Assessoria.

Um comerciante salvou 2 crianças que estavam presas dentro de um carro que estava sendo levado pela enchente. O pai delas estava em cima do automóvel gritando por socorro.

Quando Anderson Guimarães de Almeida viu a cena, ele entrou no meio da água – amarrado com um acorda na cintura – e foi caminhando até o veículo.

Ele retirou os meninos pela janela do carro, segurou um em cada braço e saiu carregando os dois, com a água acima da cintura até chegar em terra firme.

O ato de coragem e solidariedade aconteceu no último fim de semana em frente a um posto de combustíveis, no Jardim Santa Cruz na cidade de Avaré, no interior de São Paulo.

"Estava trabalhando quando escutei um homem gritando pedindo ajuda. Fui ver e ele estava em cima de um carro desesperado falando que seus filhos e esposa estavam dentro do veículo. Eu vi o desespero dele e na hora não veio mais nada na minha mente do que ajudar. Mantive a calma e enfrentei a chuva", disse Anderson, que é dono da loja de conveniência ao lado do posto.

"Eu sou pai e me coloquei no lugar dele. Então, fiz o que tinha que fazer. Corri para resgatar as crianças", concluiu.

Anderson foi um dos que ajudaram no resgate. No posto de gasolina, onde o piso é mais alto que o nível da rua, um frentista, segurava a corda de segurança.

"Fui até o carro com uma corda e um frentista do posto ficou do outro lado. No veículo estava a mãe das crianças que tentava acalmá-las. Peguei os meninos e os entreguei para o pai. Em seguida, empurramos o carro e a mãe também saiu", relata.

E este não foi o único salvamento do dia.

"Sou dono da loja de conveniência do posto e estava trabalhando, quando do nada a rua ficou muito alagada. Horas antes tinha socorrido uma senhora que o carro ficou ilhado. Foi então que comecei a ouvir os gritos do motorista desesperado falando dos filhos. Foi assustador", diz.

Para o comerciante, a sensação foi de dever cumprido. "Quando entreguei a sensação foi de alívio que fiz o correto. A família estava assustada, mas tudo deu certo", diz.

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