22/09/2017 15h

Ex-cirurgião plástico que esquartejou amante é encontrado morto em casa

Farah tinha sido condenado a 16 anos de prisão

Folha de SP/AMD
 
 

O ex-cirurgião Farah Jorge Farah, 68, foi encontrado morto em sua casa, na Vila Mariana, na manhã desta sexta-feira (22). Policiais foram até a casa do médico para cumprir mandado de prisão. Ele chegou a atender a porta, mas, como demorou para abri-la novamente, policiais forçaram a entrada e o encontraram sem vida com um corte na perna.

⁠⁠⁠⁠⁠O médico estava deitado em sua cama quando foi encontrado. Ele estava vestido com roupas femininas, um top azul e uma legging, e tinha feito implantes de silicone. A vizinhos ele disse que preferia morrer do que ser preso. "Ele fez um ritual para a morte", disse o delegado Nico Gonçalves. Ele chegou a colocar uma música fúnebre para tocar no momento da chegada dos policiais.

Farah tinha sido condenado a 16 anos de prisão pela morte, esquartejamento e ocultação do cadáver da ex-amante Maria do Carmo Alves, em 2003. Ele teve a pena reduzida para 14 anos e oito meses por ter confessado o crime.

Nesta quinta-feira (21), porém, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinara que o ex-cirurgião deveria cumprir imediatamente a pena.

O crime ocorreu no consultório de Farah, na zona norte da cidade. A vítima, então de 46 anos, também era paciente do cirurgião plástico. À época, a polícia informou que Farah usou um bisturi e pinças para dissecar o corpo de Maria do Carmo e retirar a pele de parte do rosto, tórax e pontas dos dedos das mãos e pés. O processo teria levado dez horas.

Preso, ele alegou legítima defesa e disse que era perseguido pela vítima. Partes do corpo dela foram encontradas embaladas em sacos de lixo plásticos, escondidos no porta-malas do carro de Farah. O crime ocorreu em uma sexta-feira, 24 de janeiro. O cirurgião passou a noite em seu consultório e, na manhã de sábado, teria retirado os pedaços do corpo, guardados em sacos plásticos, e colocado no carro.

A defesa do ex-cirurgião havia pedido a anulação do júri, alegando nulidades, ou o redimensionamento da pena, alegando que "o comportamento da vítima deveria ser considerado como elemento favorável, por ter sido determinante para o desenrolar dos fatos criminosos"

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal permitiu que ele continuasse solto. No dia 22 de agosto, o Ministério Público de São Paulo deu parecer pelo início da execução provisória. O relator, ministro Nefi Cordeiro, atendeu o pedido da Promotoria, negando provimento ao recurso e deferindo a execução provisória, mas o ministro Sebastião Reis Júnior pediu vista antecipada.

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