12/06/2017 16h

Ministério Público sugere mais pressão popular para evitar as reformas

"Ninguém tem o direito de calar-se frente ao assassinato do futuro do Brasil", afirmou o procurador do MPT/MS, Paulo Douglas Almeida de Moraes

Campograndenews
 
 

O MPT (Ministério Público do Trabalho) em Mato Grosso do Sul sugere mais pressão do movimento sindical brasileiro para evitar a aprovação das reformas Trabalhista e Previdenciária, da forma como estão apresentadas, pois são consideradas altamente nocivas aos interesses dos trabalhadores.

"Ninguém tem o direito de calar-se frente ao assassinato do futuro do Brasil", afirmou o procurador do MPT/MS, Paulo Douglas Almeida de Moraes, no sábado, durante o Forum Estadual Contra as Reformas, realizado em Campo Grande pelo Sindjufe e o Comitê Estadual Contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária.

O procurador achou pequena a programação do Comitê, que é formado pelas centrais sindicais, federações e sindicatos, que prevê para o dia 25 de junho um Forum Estadual de Cultura contra as reformas e pelas diretas já e a greve geral, marcada em sintonia com o movimento nacional, para o dia 30 de junho.

Paulo Douglas disse que o momento é muito crítico e acredita que somente com muita pressão junto aos parlamentares no Congresso Nacional, esse quadro de ameaça ao "futuro do Brasil" poderá se dissipar. Ele falou por quase uma hora sobre os maiores pontos de estrangulamento da reforma trabalhista, detalhando item por item os pontos em que os trabalhadores perderão muito de seus direitos hoje em vigor.

Teceu duras críticas, por exemplo ao que chamou de "lei do mais forte" em que o acordado prevalece sobre a lei.

Ou seja, se o patrão e o empregado decidirem juntos sobre qualquer coisa, inclusive piso salarial, prevalecerá esse acordo, mesmo que a lei preveja algo diferente e melhor para o funcionário. Da mesma forma, jornada de trabalho, 13º salário, adicional noturno e outras questões importantes, poderão ser acordadas para piorar a situação dos trabalhadores, afirma o procurador. Além disso, esses acordos retiram a capacidade de organismos como o MPT de fazer justiça.

O procurador do MPT afirmou que o órgão não é contra reformas, mas é contra a forma como essas reformas estão aí, apresentadas e prestes a serem aprovadas.

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