Parceria bilionária

Conselho de administração da Embraer ratifica acordo com a Boeing

Na quinta-feira, governo brasileiro informou que não vetará o acordo entre as empresas. Expectativa é que a negociação seja concluída até o final de 2019.

12/01/2019 07h10 - G1

 
Combinação de fotos com as marcas da Boeing e da Embraer. As marcas anunciaram nesta quinta (5/7) a criação de uma associação avaliada em US$ 4,75 bilhões — Foto: Denis Balibouse/Reuters; Roosevelt Cassio/ReutersCombinação de fotos com as marcas da Boeing e da Embraer. As marcas anunciaram nesta quinta (5/7) a criação de uma associação avaliada em US$ 4,75 bilhões — Foto: Denis Balibouse/Reuters; Roosevelt Cassio/Reuters

O conselho de administração da Embraer ratificou nesta sexta-feira (11) os termos do acordo com a Boeing. Agora, o negócio firmado entre as duas empresas precisará do aval dos acionistas e das autoridades regulatórias para ser concretizado.

De acordo com a Embraer, se as aprovações ocorrerem no tempo previsto, as negociações devem ser concluídas até o fim deste ano. O negócio é avaliado em US$ 5,26 bilhões.

"A parceria será submetida, então, à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, bem como a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a negociação seja concluída até o final de 2019", informou a Embraer por meio de nota.

Na quinta-feira, o governo informou que não vetará o acordo entre entre a Boeing e a Embraer. O negócios precisa ser aprovado pelo governo brasileiro, que é dono de uma "golden share" (ação especial) - ela dá poder de veto em decisões estratégicas sobre a Embraer, como a transferência de controle acionário da empresa.

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Em dezembro, as duas empresas já haviam anunciado que aprovaram os termos do acordo anunciado em julho do ano passado. A americana Boeing deterá 80% do novo negócio e a brasileira Embraer, os 20% restantes. Como controladora da empresa, a Boeing fará um pagamento de US$ 4,2 bilhões (o equivalente a R$ 16,4 bilhões), cerca de 10% maior que o inicialmente previsto.

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