12/10/2017 19:50

Em relatório, FAO diz que áreas rurais têm grande potencial de crescimento.

O documento afirma que, na realidade, as áreas rurais possuem um grande potencial de crescimento económico, vinculado à produção alimentar e aos setores relacionados.

Dourados Agora
 
 
Relatório: O Estado Mundial da Agricultura e Alimentação 2017. Foto: FAO.Relatório: O Estado Mundial da Agricultura e Alimentação 2017. Foto: FAO.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, declarou que milhões de jovens dos países em desenvolvimento, preparados para fazerem parte do mercado de trabalho, nas próximas décadas, não deveriam ter que deixar as áreas rurais para fugir da pobreza.

Economia

A agência divulgou esta segunda-feira, em Roma, o relatório: O Estado Mundial da Agricultura e Alimentação 2017.

O documento afirma que, na realidade, as áreas rurais possuem um grande potencial de crescimento económico, vinculado à produção alimentar e aos setores relacionados.

Falando à ONU News, a representante da FAO em Nova Iorque, Carla Mucavi, disse que o combate à fome passa pela transformação das zonas rurais.

"Temos que transformar as zonas rurais e isto significa, portanto, investir na cadeia de valores de forma a incrementar a produção, a incrementar a produtividade, a criar sistemas de agroindústrias, a industrializar, a ligar as zonas urbanas, portanto são todos estes elementos que estão a ser discutidos no relatório."

Crescimento

Segundo o estudo, as mudanças nas economias rurais ajudam centenas de milhões de pessoas a sair por conta própria da pobreza desde a década de 1990. Entretanto, os avanços têm sido desiguais e o crescimento demográfico está a aumentar os desafios.

Entre 2015 e 2030, prevê-se que o número de pessoas entre os 15 e os 24 anos aumente em 100 milhões, até chegar aos 1,3 bilhão. Quase todo o crescimento ocorrerá na África Subsaariana, principalmente nas áreas rurais.

Tendo em conta que a maioria das pessoas pobres e que passam fome vivem nestas áreas, cumprir com a Agenda 2030 para o desenvolvimento dependerá de aproveitar este potencial que geralmente é negligenciado, de acordo com o documento.

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