23/02/2018 13h40

IFMS prevê instalar duas usinas de energia solar neste ano

Além da economia na conta de energia, iniciativa tem caráter pedagógico. Usinas atenderão os campi Campo Grande e Três Lagoas, com investimentos que chegam a quase R$ 1 milhão.

 

Gerar energia limpa, fazer economia para investir em outros itens de custeio e sensibilizar os estudantes sobre a importância da eficiência energética. Esses são os benefícios previstos na implantação de usinas fotovoltaicas nos campi Campo Grande e Três Lagoas do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), ambas previstas para 2018.

A ordem de serviço para implantar a usina de energia solar na unidade da Capital foi assinada nessa terça-feira, 20, pela diretora-geral do campus, Rosane Fernández Garcia, o professor de Eletrotécnica e fiscal do contrato David Quinelato, e o representante da empresa responsável pela instalação, Marcelo Orrico.

A previsão é que o projeto seja executado em até dez meses. A partir de agora, será definido onde os painéis fotovoltaicos serão instalados no campus. "Essa decisão envolve muitos parâmetros. Estamos procurando o local mais apropriado e que atenda o prazo previsto para instalação da usina", explicou Rosane.

O investimento para a implantação da usina é de cerca de R$ 470 mil. A ação faz parte do projeto IFSOLAR, elaborado pelo Instituto Federal Sul de Minas (IFSULDEMINAS), e conta com a participação de diversos Institutos Federais que aderiram à licitação, incluindo o IFMS.

Usina - Serão instalados no Campus Campo Grande 260 painéis e cinco inversores. A usina fotovoltaica tem potência de pico de 75kWp e deve produzir cerca de 8MWh por mês.

"Levando-se em consideração consumo médio mensal de uma residência, esse valor abasteceria em torno de 64 casas. Anualmente, a expectativa é que isso gere uma economia na conta de energia do Campus Campo Grande de aproximadamente 50 mil reais", apontou Quinelato.

O fiscal do contrato explica que, antigamente, o módulo solar fotovoltaico recebia a energia do sol, e a energia se acumulava em bancos de bateria. O processo, agora, é diferente.

"Isso mudou depois da resolução da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] em 2012. Agora você converte energia luminosa em elétrica e injeta diretamente na rede elétrica por meio dos inversores. No final do mês, você paga aquilo que consumiu menos o que você gerou".

Por meio de um aplicativo de celular, o campus poderá acompanhar em tempo real a geração de energia da usina, podendo detectar qualquer eventual problema que possa ocorrer nos painéis.

A implantação da usina segue uma tendência em expansão no mundo da utilização de energias renováveis.

"A energia solar é limpa, e a usina tem vida útil longa e é estável. O sistema de geração de energia solar distribuída é uma tendência. Em 2012, havia três sistemas conectados desse tipo no Brasil, em janeiro de 2017 eram mil, em junho já havia dois mil. A previsão da Aneel é de chegar em 2022 à casa de milhões. São técnicos eletricistas que instalam, e quem forma esses técnicos é a nossa instituição", lembrou o professor fiscal do contrato.

Aspecto didático - Além da questão financeira, a usina também será usada para fins didáticos.

"Pretendemos usar parte dos painéis como um módulo didático, um laboratório para aulas práticas. É um equipamento de difusão tecnológica. Já estamos pensando também na oferta de cursos que envolvam a questão de energias renováveis", ressaltou Rosane.

"Os alunos vão aprender na teoria como montar os sistemas de geração, mas também vão ver funcionando na prática como medir temperatura, corrente, tensão e rendimento do painel", destacou o professor Quinelato.

O engenheiro responsável pelo projeto e sócio da empresa maranhense vencedora da licitação, Marcelo Orrico, destaca o exemplo que instituições públicas estão dando com a iniciativa.

"Já instalamos as usinas em Institutos Federais de vários Estados. Além da economia, as instituições passam a ser um exemplo de consciência ambiental para a sociedade e para os estudantes", destacou.

Três Lagoas – Em Três Lagoas, também já foi iniciado o processo para instalação do mesmo modelo de usina. A ordem de serviço foi assinada em 27 de novembro de 2017.

"Como nosso campus é menor se comparado ao da Capital, gastamos menos energia. A previsão é de uma economia em um terço da conta. Nossa usina beira a potência máxima, será uma das maiores do Estado", apontou o professor de Eletrotécnica Murilo Frigo, fiscal do contrato no Campus Três Lagoas.

Serão instaladas 215 placas no telhado do campus, e 45 no solo - também para fins didáticos. A previsão é que até o final do primeiro semestre a montagem seja concluída.

Para Frigo, o IFMS tem papel importante na expansão da energia solar em Mato Grosso do Sul. "De acordo com estudos, a expansão desse tipo de energia tem quatro principais barreiras. O IFMS está contribuindo para diminuir duas – prestando informação à sociedade e formando profissionais da área".

IFSOLAR – No total, 19 institutos federais de diferentes regiões do Brasil estão implantando 91 usinas fotovoltaicas em suas unidades. O investimento soma mais de R$ 40 milhões.

O processo foi iniciado em 2016. Para viabilizar a proposta, o IFSULDEMINAS realizou a maior aquisição pública de usinas solares por meio do Regime Diferenciado de Compras (RDC) e pelo Regime da Contratação Integrada, o que permitiu contratar o projeto e a execução da obra no mesmo processo.

  • Com informações da Assessoria de Comunicação do IFSULDEMINAS.

Envie seu Comentário