09/04/2018 05h40

Estadual 2018: Operário é campeão estadual depois de 21 anos de jejum

Galo é campeão pela 11ª vez, o maior campeão do Estado. Morenão recebeu bom público

Correio do Estado
 
 
 Foto: Franz Mendes Foto: Franz Mendes

A maior torcida de Mato Grosso do Sul voltou a sorrir depois de 21 anos. Na tarde deste domingo (8), o Operário venceu o Corumbaense por 1 a 0, no Estádio Morenão e conquistou o título do Campeonato Estadual.

O placar garante ao Galo a conquista pela vantagem da melhor campanha, já que havia perdido para em Corumbá pelo mesmo placar.

O herói da conquista é um zagueiro. André Paulino foi quem marcou o gol que encerra o jejum. Antes, nas quartas-de-final, já havia feito história ao marcar no último lance do duelo com o Urso, garantindo a vaga às semifinais.

Em um dia de festa e casa cheia, feitos cada vez mais raros no futebol do Estado, o Operário aumenta sua hegemonia com 11 conquistas sul-mato-grossenses.

Campeão em 2017, o Corumbaense precisa levantar a cabeça com agilidade. A equipe estreia na Série D do Campeonato Brasileiro no próximo dia 21, contra o Iporã, de Goiás, fora de casa. Ainda enfrentará Brasiliense (DF) e Dom Bosco (MT).

 
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O JOGO

A vantagem no início do jogo era do Carijó. Mas isso não impediu que os visitantes, apoiados por um grande número de torcedores no Morenão, diminuíssem o ímpeto. Pelo contrário.

Logo aos 2 minutos de partida o Corumbaense deu o cartão de bom visitante ao Operário. Jorginho ótima jogada pelo lado esquerdo do campo, passou pela marcação e finalizou para boa defesa de Pereira.

Aos 7, de novo o Corumbaense apareceu. Da Silva recebeu passe em profundidade no capricho, limpou a marcação e chutou muito perto do gol.

A pressão por estar há tanto tempo sem conquistas parecia pesar sobre o Operário. A torcida viu assustada os visitantes chegarem de novo aos 23, com Agnaldo, que apareceu sozinho na entrada da área, driblou a marcação e finalizou para fora.

Aos poucos o Operário ia se encontrando na partida, ocupando melhor os espaços e armando as jogadas. O efeito não demorou a aparecer. Aos 46, quase que no apito final do primeiro tempo, Alan experimentou o chute e acertou a trave, na única jogada de perigo do Galo até então.

O segundo tempo começou e, mais acostumado com o jogo, veio a recompensa dos alvinegros da Capital. Aos 25 minutos, a zaga do Corumbaense tirou mal da área uma cobrança de escanteio. A bola sobrou livre para o zagueiro chutar e fazer o único gol do jogo.

Sem alternativas, o Corumbaense foi para cima dos mandantes atrás do empate.E o jogo, até então cauteloso, ficou imprevisível.

Aos 40, o Carijó exigiu outra boa participação de Pereira, em um chute no ângulo de Jaime. No contra-ataque do lance, Fernandinho tocou na saída do goleiro e quase ampliou a vantagem operariana.

Depois de mais algumas aparições no ataque, aos 48 mais uma jogada dos visitantes, com Jorginho finalizando forte, rente à trave. Foi a última chance. Prevaleceu a garra, amor e tradição operariana, de novo campeão. Justo ao clube símbolo do Estado.

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