21/02/2018 10h20

Petrobras retornará à F1 em 2019, como fornecedora de combustíveis da McLaren

Petrolífera brasileira, que já teve longo vínculo com a equipe Williams, trabalhará em 2018 junto aos engenheiros do time inglês e da Renault para desenvolver a gasolina.

Globo Esporte
 
 
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Se, no grid, o Brasil viverá seu primeiro jejum de pilotos desde 1970, pelo menos na área técnica o País estará representado na temporada 2018 da Fórmula 1. A Petrobras, estatal do setor de petróleo, anunciou nesta terça-feira que trabalhará em conjunto com os engenheiros da equipe McLaren ao longo da temporada, para se tornar sua fornecedora oficial de combustíveis a partir de 2019. O anúncio da parceria coincide com a mudança do fornecedor de motores da equipe britânica. Após romper com a Honda, a McLaren será impulsionada pela Renault a partir deste ano.

  • A paixão do Brasil pela Fórmula 1 é lendária e o país produziu alguns dos mais icônicos nomes da história da Fórmula 1. Estamos muito felizes em aprofundar a nossa relação com os fãs brasileiros com a nossa parceria com a Petrobras, uma bandeira da nação. Como parte do acordo, a Petrobras, por intermédio do seu centro de pesquisas, desenvolverá gasolina e lubrificantes especialmente formulados para o time a serem usados na temporada de 2019. A companhia terá um laboratório nos boxes da McLaren durante os treinos e corridas, permitindo análises em tempo real do desempenho do combustível - disse o diretor executivo da McLaren, Zak Brown.

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Acordo não inclui pilotos A Petrobras já esteve ligada a outra equipe de Fórmula 1, a Williams, em duas oportunidades. A primeira parceria começou em 1998 e durou 11 temporadas. A empresa era a fornecedora de combustíveis e lubrificantes, em uma coopração técnica com os engenheiros do time. Na ocasião, alguns brasileiros foram pilotos de testes da Williams, como Max Wilson, Ricardo Sperafico, Bruno Junqueira e Antonio Pizzonia. O "jungle boy", inclusive, chegou a asumir o cockpit de um dos carros do time de Frank Williams durante algumas corridas das temporadas 2004 e 2005.

Mais tarde, a presença de outro brasileiro - Felipe Massa - motivou um novo acordo. Desta vez, no entanto, a parceria foi mais comercial do que técnica, com a marca estampada nos carros ingleses. A equipe utilizou apenas os óleos de motor e câmbio. O acordo anunciado nesta terça-feira não inclui, pelo menos em um primeiro momento, a colocação de pilotos brasileiros no staff do time, mesmo como pilotos de teste.

  • Não existe, na relação contratual com a McLaren, qualquer compromisso ou obrigação. Essa é uma liberdade da equipe, de escolher seus pilotos e identificar quem funciona para o sucesso que ela busca. Mas, com uma boa relação, podemos criar oportunidades no futuro. Como criar programas ou situações de um teste, por exemplo, para que um piloto brasileiro promissor possa ganhar um pouco de experiência – frisou o gerente executivo de comunicação e marcas da Petrobras, Bruno Motta.

Parceria de longa duração Nem a equipe e nem a estatal divulgam dados sobre valores ou duração do contrato. No entanto, durante a cerimônia de apresentação da parceria em um evento na sede da empresa, em São Paulo, ficou claro que será um compromisso de longo prazo.

Os executivos da empresa explicaram que, além do fornecimento de óleo de câmbio já em 2018, e do fornecimento de combustíveis e lubrificantes das unidades de potência em 2019 e 2020, os grupos técnicos da Petrobras, da McLaren e da Renault trabalharão no desenvolvimento dos combustíveis e lubrificantes que serão utilizados no novo regulamento de motores, que entrará em vigor na categoria a partir de 2021.

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