Perdeu São Paulo

São Paulo desperdiça R$ 175 milhões com Militão. Vexame histórico

O inseguro Leco e o incoerente Raí sabiam que o clube deixaria de ganhar com o jogador. Não imaginavam que seria tanto

15/03/2019 08h - Lance

 
O São Paulo tentou por dois anos e não conseguiu renovar com Militão CBFO São Paulo tentou por dois anos e não conseguiu renovar com Militão
CBF

Mal foi anunciada ontem, oficialmente a venda de Militão para o Real Madrid, houve pânico na diretoria do São Paulo.

Apenas nove meses depois de ter ido para o Porto por 4 milhões de euros, R$ 17,2 milhões, o time português o repassou para o maior vencedor da Champions League.

E por um valor recorde na sua história. 50 milhões de euros, R$ 215 milhões. Jamais o clube português havia vendido alguém tão caro. O colombiano James Rodriguez era o recordista, por 45 milhões de euros, fora o desconto de comissões.

A imprensa portuguesa destrincou a transação do brasileiro. 10%, 5 milhões de euros foram apenas de comissões. Ou seja, 45 milhões de euros foi o valor que chegou limpo ao Porto.

COSME RÍMOLI: O amor venceu o dinheiro do São Paulo. E Urso está onde sonhou O clube do inseguro Leco teve direito a 10% da transação. 4,5 milhões, R$ 19,3 milhões.

Só que os portugueses descontarão 500 mil euros, R$ 2,1 milhões de comissões. O São Paulo também terá mais 3%, 1,3 milhão de euros, R$ 5,6 milhões por ser clube formador. Ou seja, o lateral/zagueiro renderá R$ 22,7 milhões. Enquanto para o Porto entrarão R$ 192,3 milhõe

Enquanto para o Porto entrarão R$ 192,3 milhões.

Para a situação não ficar mais constrangedora, setoristas, jornalistas que cobrem o São Paulo todos os dias, foram 'lembrados' pelo clube, que os portugueses pagaram R$ 17 milhões pelo jogador da Seleção Brasileira.

Vã tentativa de mostrar que o São Paulo não deixou de ganhar R$ 192,3 milhões.

E só R$ 175 milhões.

 
Todos no São Paulo sabiam que o Porto seria trampolim para Militão São PauloTodos no São Paulo sabiam que o Porto seria trampolim para Militão
São Paulo

A negociação culmina com uma das maiores derrotas da história recente da direção do São Paulo. Eder Militão chegou ao São Paulo aos 13 anos. E desde cedo passou a ser convocado para as seleções brasileiras de base. Era claro que teria um futuro brilhante.

Seu futebol melhorou quando passou de volante para lateral/zagueiro. Aos 16 anos assinou contrato de cinco anos com o São Paulo. Quando o inseguro Leco assumiu a presidência, em outubro de 2015, foi avisado sobre Éder Militão. E a importância da prorrogação de contrato.

A partir de 2016 começou a pressão pela renovação. Mas o empresário do jogador, Ulisses Jorge, surpreendeu os dirigentes.

Não cedeu.

Veja mais: Caso Daniel: por R$ 70 mil, bilhetes ofereciam fuga a assassino confesso Nem ele e nem Militão. Raí assumiu em dezembro de 2017. E fez o possível para reverter a negociação. Nem com a sutil sugestão de que Militão poderia ficar afastado do elenco, o jogador cedeu. Nada mexeu com o seu ânimo e muito menos com o do seu empresário.

Ulisses já tinha a promessa de contratação do Porto. O jogador ficaria livre em janeiro deste ano. Só que os portugueses começaram a negociar com o Real Madrid. Antes mesmo de contratar o brasileiro. E com medo de que os espanhóis procurassem o São Paulo, os dirigentes do Porto decidiram não mais esperar.

E ofereceram apenas 4 milhões de euros, R$ 17 milhões no ano passado, para ter o jogador. E ofereceram 10% de uma futura transação, que eles tinham certeza que aconteceria. A negociação de Éder Militão é emblemática. Mostra a incompetência do inseguro Leco. E também a falta de convencimento do incoerente Raí. Quem deixou de ganhar dinheiro não foi nenhum dos dois. Aliás, ambos são bem remunerados pelo que fazem.

 
O inseguro Leco e o incoerente Raí. Mais um vexame para ficar na história São PauloO inseguro Leco e o incoerente Raí. Mais um vexame para ficar na história
São Paulo

Quem perdeu foi o São Paulo Futebol Clube.

A conta correta não é o lucro menor, pequeno diante da quantia enorme paga pelo Real Madrid, como querem alguns dirigentes no Morumbi.

Mas o dinheiro desperdiçado. Deixaram de entrar para os seus cofres R$ 175 milhões. Não é por acaso que cresce a insatisfação. E cada vez mais conselheiros estão descontentes. Buscam motivos para o impeachment do inseguro Leco.

O desperdício com Éder Militão já é histórico...

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