Copa 2018

Sérvia acusa Fifa de complô contra o país na Copa do Mundo

Presidente da federação sérvia deu declarações fortes

25/06/2018 07h10 - BBC

 
Atacante sérvio Mitrovic reclama com árbitro no jogo contra a Suíça Foto: Mariana Bazo / ReutersAtacante sérvio Mitrovic reclama com árbitro no jogo contra a Suíça
Foto: Mariana Bazo / Reuters

A próxima adversária do Brasil na Copa do Mundo, a Sérvia parece não ter digerido a sua derrota para a Suíça na última sexta-feira. Neste domingo, o presidente da federação do país, Slavisa Kokeza, deu declarações fortíssimas acusando a Fifa de realizar um complô contra os sérvios. A forte reclamação ocorre devido a um possível pênalti cometido em Mitrovic, já no segundo tempo.

"Vamos enviar um protesto à Fifa. Eu não acho que o problema está apenas no VAR (árbitro de vídeo), foi tudo direcionado pelas pessoas que escolhem os árbitros. Está claro para a Europa e para o resto do mundo que a Sérvia foi brutalmente roubada. Não espero que a Fifa tome alguma atitude em relação a esse roubo brutal, porque, repito, foi tudo direcionado", declarou o dirigente a BBC.

Esta não foi a única declaração que demonstrou a irritação dos sérvios com a arbitragem. Logo após a partida, o treinador da equipe, Mladen Krstajic, declarou que gostaria de ver o juíz Felix Brych sendo julgado num tribunal de guerra. O presidente da federação não foi tão incisivo nas críticas, porém afirmou que o fato do árbitro ser alemão influenciou nas decisões tomadas na partida.

"Todos sabemos que mais da metade da população da Suíça é alemã. Membros da comissão técnica, jogadores, a população da Sérvia, todos estão muito desapontados pela injustiça causada por algumas pessoas da Fifa", finalizou o mandatário.

Outro fato da partida que gerou bastante polêmica foi a comemoração dos gols suíços, quando Xhaka e Shaquiri reproduziram com a mão uma águia negra de duas cabeças, como uma referência a bandeira da Albânia, já que grande parte do povo kosovar é de origem albanesa. Kosovo é um país recém-separado da Sérvia, que não reconheceu a independência do local. Vale lembrar que os país de Xhaka e o próprio Shaquiri são de Kosovo.

"Merecem ser condenadas (as comemorações) por todo o mundo do futebol. Esperamos que a Fifa tome alguma atitude em relação aos jogadores que agiram contra as regras da Fifa e do fair play, assim como contra a federação nacional por qual eles jogam", finalizou.

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