Falsificação

Busca por arma leva polícia a descobrir esquema de falsificação de documentos

DEH prendeu quatro pessoas por associação em esquema de fraude na confecção e venda de documentos falsos ou adulterados

18/10/2018 07h40 - Campograndenews

 
Investigação levou à descoberta de esquema para falsificação e adulteração de documentos. (Foto: PCMS/Divulgação)Investigação levou à descoberta de esquema para falsificação e adulteração de documentos. (Foto: PCMS/Divulgação)

Investigação da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) para apreender armas de fogo resultou na descoberta de uma quadrilha especializada em adulterar e falsificar documentos, com participantes de uma facção criminosa. Quatro pessoas foram presas.

Segundo as autoridades, investigadores seguiam à residência de Thallison Gonçalves Aureliano, 27, no Tiradentes, em busca de uma arma. Lá, foram avistados vários documentos originais e adulterados –como documentos de identidade, CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo)–, petrechos usados em falsificações e confecção de papéis e produtos que teriam origem ilícita.

Após a apreensão dos materiais, os policiais iniciaram a busca pelos suspeitos. Thalisson foi preso no Residencial Oiti, na casa da namorada, Juliana da Silva Cristaldo, 34. Lá, também estava Kamila Scarllet Fernandes, 22, prima de Juliana. Ambas foram presas por participação na associação criminosa.

Funcionamento – De acordo com informações levantadas pela DEH, Thalisson seria o chefe do esquema, produzindo adulterações e confecção de documentos a serem vendidos a pessoas que tinham problemas com a Justiça ou para que pudessem abrir crediários em lojas populares.

Uma CNH custaria R$ 500, sendo que os documentos falsos continham os nomes dos compradores.

O esquema contaria ainda com a participação de Rafael Queiroz Simão, 30, que seria comparsa de Thalisson e agia captando dados cadastrais em sites para, depois, verificar se os nomes tinham restrições junto ao SPC e Serasa. Em seguida, as informações eram entregues ao cabeça da operação.

Ao ser preso, Rafael apresentou documento de identidade falso, em nome de outra pessoa. Depois, constatou-se que ele e Thalisson pertenceriam a uma facção criminosa, da qual as duas garotas detidas também seriam simpatizantes.

Prejuízo – A DEH apontou que esse tipo de crime costuma ser prejudicial por envolver nomes e dados de pessoas que tiveram documentos extraviados, roubados ou furtados. As informações acabam inseridas em documentos fraudados, nos quais são aplicadas fotos dos compradores. A partir daí, são feitas compras em diferentes lojas, deixando nomes de inocentes "sujos".

A orientação para a população é que, em caso de perda, roubo, furto e extravio de documentos ou fraude, que façam o registro de boletins de ocorrência e acessem o site, para cadastrar a situação no Alerta de Documentos, que tem validade de 30 dias (provisoriamente) ou permanente (até cinco anos).

Com o alerta, a vítima deve solicitar que, em caso de busca por crediários e afins, seja apresentado o boletim de ocorrência original, ajudando a reduzir os casos de fraude a partir de comunicação da própria Serasa.

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