16/02/2018 22h40

Carlos Magno, comandante da PM de Ponta Porã é o entrevistado da semana

O Ten. Cel. fala sobre o problema que aconteceu entre PMs e população no último dia de carnaval

Por: Dora Nunes
 
 
Foto: Tião Prado - PontaporainformaFoto: Tião Prado - Pontaporainforma

O comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar em Ponta Porã, Ten Cel Carlos Magno da Silva, concedeu entrevista ao jornalista Tião Prado no programa FM em Notícias que é transmitido de segunda a sexta-feira, das 12h10 às 13h, pela rádio 91.5 FM Cerro Corá, onde primeiramente falou das dificuldades enfrentadas quando assumiu o comando no mês de novembro de 2017, ressaltando a diferença existente em Ponta Porã, talvez se assemelhando um pouco a Corumbá, dizendo ainda que este é um desafio a ser enfrentado mas que está bastante motivado.

"Como em qualquer lugar, a maior dificuldade enfrentada é o efetivo policial que é baixo, mas isso é uma tônica do serviço público, existindo essa docotomia: recursos escassos e ncessidades ilimitadas", afirmou o comandante.

Questionado sobre a onda de violência que vem assolando Ponta Porã, Carlos Magno ressaltou que a questão da violência é uma ferida aberta que a pessoa sente a falta de segurança quando é afetada. "Fazendo um comparativo com os outros anos, teve muitos dias que foram tranquilos em Ponta Porã. No último dia do carnaval fizemos uma operação no centro abordando os pedintes com objetivo de saber quem são essas pessoas, bem como a coibição das crianças que ali ficam responsabilizando os pais", explicou o comandante. Na operação desse dia, duas pessoas foram presas por terem mandado de prisão em aberto, sendo encaminhadas ao presídio.

Houve aumento de roubos de veículos nos últimos dias, sendo que um dos veículos foi recuperado pelos policiais antes de atravessar a fronteira, porem os autores fugiram para Pedro Juan Caballero e, conforme relato de Carlos Magno, não foi possível contar com o apoio da Polícia Nacional.

Um dos pedidos feitos aos policiais é que seja intensificada a abordagem e o comandante pediu que a população seja paciente. "Muita gente não gosta de ser abordado pela polícia e realmente não é muito agradável, mas o momento requer que se saiba que é que está andando nas nossas ruas", afirmou Carlos Magno.

O comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar ainda lembrou que tem-se hoje, na fronteira, cerca de 10 mil estudantes de medicina, fato muito bom para o comércio e desenvolvimento, mas é fácil ver a quantidade de placas de outros lugares que circulam pela cidade, daí a necessidade de abordagem por parte dos policiais.

 

Carlos Magno falou da relação polícia de Ponta Porã e polícia de Pedro Juan Caballero, o comandante disse acreditar que é relação fortalecida, inclusive, na semana passada fez visita ao comandante da polícia paraguaia, sendo bem recebido, tendo ido tratar da questão de um furto acontecido em Ponta porã, onde o comandante paraguaio de imediato mobilizou os policiais, resovendo a questão e entregando o produto de furto. " O crime não conhece fronteira. Entendemos a questão de legislação, respeitando o limite rerritorial Brasil/Paraguai, mas a burocracia não pode ser superior à criminalidade", ressaltou o major.

O Ministério Público, como representante da população, pediu maior número de bilitz, onde Carlos Magno informou que esse também é o objetivo da polícia, pois é de "arrepriar" quando se vê uma motinha com duas ou três crianças em cima vindo da escola. " Quem utiliza esse meio de transporte, alegando que este é o único meio que tem, e transporta crianças dessa forma, nós vamos intensificar essa fiscalização e não existe nenhum prazer por parte da polícia em apreender o veículo ou efetuar auto em infração, só que estamos trabalhando e apostando na sensibilização, na educação de trânsito e aquele que não ouvir será repreendido", afirmou.

O comanandante disse que as motocicletas precisam ser emplacadas, o condutor tem que ser habilitado e o limite é de duas pessoas com idade mínima de 10 anos, devido a vulnerabilidade que esses veículos apresentam.

Sobre o incidente que aconteceu na terça-feira de carnaval entre polícia militar e população, o Ten Cel Carlos Magno disse que o oficial que estava de serviço no dia relatou que ao chegar o horário das 17 para se findar a guerra d'água, a festa continuou até às 17h40min, quando a polícia resolver fazer o uso de um megafone para informar que era preciso encerrar o evento, momento em que alguns começaram a tacar garrfas, pedras e latinhas nos policiais, sendo então necessário o uso do gás lacrimogênio e não de pimenta como dito inicialmente, para a contenção do tumulto e agressão.

"Muitos falaram sobre a presença de crianças na guerra d'água e muito nos supreende pais estarem ainda com crianças no ambiente que se apresentava, pois ali estava realmente perigoso", afirmou o Militar ressaltando ainda que serve de aprendizado para que no ano de 2019, a polícia discuta com a prefeitura e população buscando melhor solução, já que é uma festa cultural.

Em relação ao período escolar, Carlos Magno informou que a preocupação maior é com a chegada e saída dos alunos, onde a prefeitura já está empenhada em fazer as faixas de pedestres e a questão de fila dupla, visto não ser certo parar em fila dupla, nem ligando o pisca alerta. "A pessoa precisa entender que ela está em uma faixa de rolamento e parando em fila dupla, tira o direito de alguém de utilizar o referido espaço e serão autuadas", afirmou Carlos Magno, lembrando ainda que se preciso for, os pais pode estacionar seu carro um pouco mais distante e faça uma caminhada até a escola para pegar o filho.

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