23/02/2018 06h30

Diplomata e policial são presos após 389 kg de cocaína serem descobertos na embaixada russa

Droga foi descoberta após embaixador da Rússia na Argentina fazer denúncia sobre malas suspeitas.

G1
 
 
Operação aprendeu cerca de 400 kg de cocaína dentro da embaixada russa em Buenos Aires (Foto: AFP/Ministério da Segurança Argentino)Operação aprendeu cerca de 400 kg de cocaína dentro da embaixada russa em Buenos Aires (Foto: AFP/Ministério da Segurança Argentino)

O governo da Argentina anunciou, nesta quinta-feira (22), que um diplomata russo e um agente da polícia argentina foram presos após uma operação que durou mais de um ano e que investigava um grande carregamento de cocaína deixado na Embaixada da Rússia em Buenos Aires.

A ministra de Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, disse que 389 quilos da droga foram descobertos em dezembro de 2016, dentro da embaixada russa, após uma denúncia do próprio embaixador, Victor Koronelli, que desconfiou de bagagens que estavam em um anexo do prédio onde funciona a representação diplomática.

A investigação conjunta entre Rússia e Argentina, segundo o "Clarín", também possibilitou prender envolvidos no esquema na Europa. A cocaína, que estava distribuída em 16 malas, foi substituída por farinha, e levada para a Rússia em um voo de mudança diplomática rastreado com GPS, que decolou em 9 de dezembro do ano passado. No país, três pessoas foram presas, segundo a imprensa argentina.

 
Prédio anexo à Embaixada da Rússia em Buenos Aires, onde foram encontrados 400 kg de cocaína (Foto: Martin Acosta/Reuters)Prédio anexo à Embaixada da Rússia em Buenos Aires, onde foram encontrados 400 kg de cocaína (Foto: Martin Acosta/Reuters)

Bullrich classificou a operação como uma das mais "complexas e extravagantes" já realizadas e disse que quase todos os envolvidos no crime foram presos, exceto uma pessoa que estaria na Alemanha.

As duas prisões anunciadas nesta quinta foram executadas na quarta-feira (21), e configuram a parte final da operação, de acordo com a Associated Press.

De acordo com o "Clarín", o ex-contador da Embaixada está entre os detidos na Rússia. Ele atuou na Argentina até julho de 2016, e fontes familiarizadas com o caso afirmam que a droga foi deixada na Embaixada antes de sua saída do cargo.

De acordo com os investigadores argentinos, a droga foi avaliada em 50 milhões de euros (R$ 200,2 milhões) e que seu destino poderia ser "a Copa da Rússia ou o consumo regular no país". A polícia ainda estuda a procedência da cocaína.

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