Policia

Em Ponta Porã, mães identificam assaltantes mortos por policial de folga

Os dois homens mortos durante assalto em Ponta Porã são brasiguaios, ou seja, filhos de brasileiros e paraguaios

12/04/2019 16h40 - Campograndenews

 
Foto: Tião Prado (Pontaporainforma)Foto: Tião Prado (Pontaporainforma)

Foram identificados como Fabio Bernal e Ruben Dario Cuevas Ortiz os dois assaltantes mortos no início da tarde desta sexta-feira (12) em Ponta Porã. Os dois tentavam assaltar uma estudante de medicina quando foram mortos ao reagir à tentativa de abordagem de um policial militar de folga.

Os mortos foram identificados pelas mães. Segundo a polícia, os dois são "brasiguaios", ou seja, filhos de brasileiros e paraguaios que moram na Linha Internacional e transitam livremente tanto em Ponta Porã quanto em Pedro Juan Caballero.

Conhecido como "Gordinho da moto azul", Fabio Bernal foi apontado como envolvido em vários assaltos na fronteira. Em grupos do aplicativo WhatsApp, moradores das ruas cidades comemoram a ação do policial.

"Mais dois CPFs de bandidos cancelados, parabéns ao policial, merece ser promovido", escreveu um deles. As cidades irmãs enfrentam uma onda de assaltos, principalmente praticados por homens de moto.

Assalto e mortes – Os dois assaltantes foram mortos em frente a um bar Bambú, na Avenida Brasil, centro da cidade, após tentarem roubar a bolsa de uma moradora de Dourados que estuda em uma das faculdades de medicina de Pedro Juan Caballero. Ela seguia pela calçada, perto da agência da Caixa Econômica Federal, quando a dupla surgiu e tentou lhe tomar a bolsa.

Ao perceber o assalto, o PM de folga sacou a arma e tentou abordar a dupla. Armado com um revólver calibre 32, um dos bandidos teria disparado dois tiros em direção ao policial, que disparou várias vezes e acertou os dois.

Ruben Ortiz morreu na hora. Vídeos gravados por moradores e postados em grupos de WhatsApp mostram o outro assltante, o "Gordinho", se mexendo, caído no chão. Em seguida ele também morre.

Em entrevista a repórteres de rádios locais, o tenente PM Adriano Pechefist disse que o policial agiu de acordo com a lei e impediu o assalto contra a estudante. "O policial, tanto civil quanto militar, não deixa de ser policial quando está de folga".

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