14/12/2017 08h50

Mês violento: Número de mortes em dezembro já é 3 vezes maior que em 2016

Em menos de 24h, três pessoas foram assassinadas na Capital.

Correio do Estado
 
 
Homicídio no Parque Novo Século - Foto: Valdenir Rezende/Correio do EstadoHomicídio no Parque Novo Século - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Dezembro de 2017 está sendo um mês violento em Campo Grande. Em 13 dias, foram registrados nove homicídios dolosos na Capital, conforme estatística disponível no site da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O número é três vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2016, quando foram três mortes. E representa 81% do total de assassinatos praticados durante todo o mês no ano passado, 11. Em menos de 24 horas, entre ontem e hoje, foram três assassinatos. A maioria dos crimes é por motivo fútil.

Para o secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, o aumento da violência não é exclusividade da Capital sul-mato-grossense. "Nós estamos tendo uma explosão de violência no Brasil inteiro. Isso, graças a banalização da vida.Em todo o país foram mais de 60 mil homicídios. Nós aqui, inclusive, estamos abaixo da média nacional", explica.

Barbosa afirma ainda que o governo aposta na prevenção para reduzir os índices de violência, além da efetividade no esclarecimento dos crimes. "Estamos intensificando a presença da polícia em pontos com alto índice de violência. Houve reforço de 300 policiais na Capital e estamos mapeando os pontos onde ocorre o maior número de homicídios para ter a presença ostensiva da polícia nestes locais. Infelizmente, quando acontece, temos pouco a fazer, a não ser esclarecer o crime e garantir que haja punição dos culpados. E temos um dos melhores índices de esclarecimento do país, de 70%", disse.

CASOS

Na tarde de hoje, um homem, ainda não identificado, foi morto com um golpe de faca no pescoço na tarde de hoje. O crime aconteceu em conjunto de casas que fica na Rua José Barnabé de Mesquita, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande. As polícias Civil e Militar foram no local e investigam.

Conforme o delegado Gomides Ferreira dos Santos, da 7ª DP, o suspeito, que está sem documentação e também não foi identificado, alegou que assassinou a vítima porque ela estava se masturbando perto dele. Ontem a noite, morreram dois homem, um estava em Uno preto, enquanto o outro dirigia uma Parati cinza. Ainda nesse segundo carro estava uma jovem, de 17 anos, baleada no tórax e socorrida para a Santa Casa da Capital.

No dia 1º, o corretor de imóveis Ivan Júnior Marquezan da Cunha, 55 anos, foi encontrado morto, dentro do quarto na residência onde morava, no bairro Amambaí, em Campo Grande. O corretor estava com ferimento na cabeça que indica que foi assassinado. A esposa dele, Dirleia Patrícia, de 38 anos, confessou o crime e disse que agiu em legítima defesa, durante discussão entre os dois.

No dia seis, Carlos Alberto Pereira de Almeida, 32 anos, foi encontrado morto com um tiro no ombro, em uma mata ao lado da Rua José Pedrossian, Bairro Parque Novo Século, em Campo Grande. Ele tinha passagens pela polícia por furto, tráfico de drogas e cumpria pena no regime semiaberto.

No último domingo, dia 10, o dono de bar, Vanderlei de Souza Lemes, de 50 anos, foi morto com golpe de faca na noite deste sábado (10) na Rua Vitor Meireles, Bairro Universitário, Campo Grande. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi assassinada por um cliente identificado como Francisco de Souza Silva, conhecido como Pará.

Pará teria passado o dia no bar de Vanderlei ingerindo bebida alcoólica, acompanhado da esposa. O suspeito foi embora do local, mas retornou logo após e começou uma discussão com a vítima. O comerciante foi atingido por um golpe de faca abaixo da axila esquerda. Uma testemunha disse que tentou separar a briga, mas não conseguiu evitar o crime. Pará deixou o local e pediu ajuda para fugir em outro bar da região, que foi negada.

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