22/12/2017 15h

Pecuarista é flagrado desmatando área para abrir passagem para gado.

Suspeito de desmatar ao menos 2 hectares de mata nativa, no município.

Campograndenews
 
 
Local onde árvores eram cortadas para liberar espaço para passagem de animais (Foto) Divulgação/PMA).Local onde árvores eram cortadas para liberar espaço para passagem de animais (Foto) Divulgação/PMA).

Um dia após o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) divulgar que 14 inquéritos civis investigarão o desmatamento ilegal de 757 hectares em Bonito, cidade a 257 km da Capital, um pecuarista de 58 anos foi autuado e multado em R$ 2 mil, suspeito de desmatar ao menos 2 hectares de mata nativa, no município.

Segundo a assessoria de comunicação da PMA (Polícia Militar Ambiental), uma equipe realizava fiscalização, na tarde dessa quinta-feira (21), em propriedades rurais da cidade, quando constataram o corte de diversas árvores de grande porte.

De acordo com o relatado aos policiais, o corte estava sendo feito para liberar espaço, com objetivo de abrir um corredor no local, permitindo a passagem de gado. O responsável pelas atividades não havia autorização ambiental para realizar o serviço.

Por conta disso, o pecuarista foi autuado administrativamente e multado. A PMA interditou as atividades no local. Como medidas de O homem foi notificado a apresentar junto ao órgão ambiental Estadual um plano de recuperação da área desmatada e responderá por c crime ambiental. Caso seja condenado, poderá pegar pena de seis meses a um ano de prisão.

Investigação - Os editais do MP/MS foram publicados nessa quinta-feira (21) pelo promotor Alexandre Estuqui Junior, da 2ª Promotoria de Justiça de Bonito. Os locais foram identificados por georreferenciamento e os inquéritos sobre as supostas irregularidades ambientais trazem as coordenadas geográficas.

As apurações de supressão de vegetação nativa vão de área de 1,4 hectares a 228 hectares. O MP requisitou vistoria da PMA (Polícia Militar Ambiental) para identificar em quais imóveis rurais se inserem as coordenadas relativas aos danos ambientais.

Também devem ser identificados os proprietários e qual a situação das áreas em que ocorreram as supressões vegetais.

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