01/03/2018 07h50

PF faz operação para prender caçadores que exibiam animais como troféus na internet

Mais de 60 agentes da Polícia Federal cumpriram 11 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão. Suspeitos criaram grupo em aplicativo para discutir melhores locais para cometer crimes.

Por: Tião Prado
 
 
Grupo exibia animais e armas (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Grupo exibia animais e armas (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal (PF) realiza nessa quarta-feira (28) a operação 'Curupira' contra suspeitos de pescar e vender peixes de forma ilegal durante o período da piracema e de caçar ilegalmente no interior do estado. Durante a ação foram encontrados peixes congelados e até um crânio de jacaré. Os casos se concentram na região de Miracema do Tocantins e Palmas.

Segundo a PF, são 11 mandados de prisões temporárias e 15 mandados de busca e apreensão. Mais de 60 agentes da PF cumpriram os mandatos. A Polícia diz que teve acesso a imagens de pescadores e caçadores exibindo os animais mortos como troféus.

Os suspeitos, que ainda não tiveram os nomes divulgados, teriam criado um grupo em um aplicativo de celular para trocar mensagens. Eles discutiam os melhores locais para cometer os crimes, onde consideravam a fiscalização mais frágil, além de trocar imagens dos bichos.

O grupo também teria comercializado armas de fogo através do grupo. Os peixes apreendidos serão doados a instituições de caridade. As carnes são impróprias para consumo humano e serão destruídas. Os presos estão sendo levados para a sede da PF em Palmas.

A operação foi batizada de 'Curupira', em homenagem ao personagem do folclore brasileiro. Segundo a lenda, o curupira é um ser que tem os pés virados para trás e protege as matas de caçadores, lenhadores e pescadores.

 
Polícia encontrou armas que seriam usadas pelos suspeitos (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Polícia encontrou armas que seriam usadas pelos suspeitos (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

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