23/11/2017 05h20

Polícia Civil incinerou mais de 13 toneladas de drogas

Entorpecentes foram frutos de apreensões realizadas em rodovias e na cidade de julho deste ano para cá.

Agazetanews
 
 
As mais de 13 toneladas de drogas incineradas nessa quarta-feira são frutos de apreensões realizadas de julho para cá. (Foto: Vilson Nascimento)As mais de 13 toneladas de drogas incineradas nessa quarta-feira são frutos de apreensões realizadas de julho para cá. (Foto: Vilson Nascimento)

Com apoio para segurança e transporte de militares do Exército Brasileiro lotados no 17º RC Mec, a Polícia Civil incinerou nessa quarta-feira, 22 de novembro, mais de 13 toneladas de drogas, em Amambai.

Os entorpecentes, entre eles 70 quilos de cocaína e o restante predominantemente maconha, foram frutos de apreensões realizadas em rodovias, estradas vicinais e na cidade pela PRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual), pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) pela Polícia Militar e pela própria Polícia Civil, de julho deste ano para cá.

No final do mês de junho a Polícia Civil já havia incinerado em Amambai outras 30 toneladas de entorpecentes, em uma das maiores incinerações já realizadas no município.

A incineração dessa quarta-feira, que também resultou na destruição de cerca de 800 quilos de drogas apreendidas em Tacuru e mais cerca de 400 resultados de apreensões em Coronel Sapucaia, fronteira com o Paraguai, foi realizada na caldeira de uma cooperativa agrícola instalada no município.

O trabalho de destruição do entorpecente foi coordenado pelo delegado titular de Polícia Civil em Amambai, Dr. Mikaill Alessandro Gouveia Faria e acompanhado pelo delegado adjunto local, Dr. Fabrício Dias dos Santos, pelo Ministério Público e pela Vigilância Sanitária do município.

 
Foto: Vilson NascimentoFoto: Vilson Nascimento

Rota do tráfico

O município de Amambai, distante 45 quilômetros da fronteira, está localizado em uma rota estratégica usada pelos traficantes para o escoamento da produção, sobretudo de maconha, que sai da região de Capitan Bado, no Paraguai, apontada pela Polícia Federal como uma das maiores produtoras da droga na América Latina, para abastecer mercados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e de cidades da região sul do País.

Prisões e apreensões

Por conta disso o município também regista um dos mais altos índices de prisões e apreensões em flagrante pelo crime de tráfico de drogas do Estado, bem como de apreensões de veículos relacionados a atividade ilícita.

Dos aproximados 180 detentos recolhidos hoje na Penitenciária de Amambai (PAM), cerca de 80% foram presos por envolvimento com o tráfico de drogas, segundo a direção do presídio.

O pátio e os arredores da Delegacia de Polícia Civil de Amambai estão abarrotados com centenas de veículos entre carros de passeio, caminhonetes e caminhão apreendidos e noventa por cento dessa flora está diretamente relacionada ao narcotráfico, segundo a polícia.

Quando não são veículos apreendidos transportando a própria droga, que são a maioria, são carros roubados ou furtados, com chassi e sinais de identificação adulterados, ou até mesmo os chamados "dublês" ou fruto dos chamados "golpes do seguro", que foram apreendidos quando eram trazidos para a região de fronteira com o Paraguai, principalmente Capitan Bado, para serem trocados por drogas e a maior parte carregado com maconha, para retornar ao Brasil levando o entorpecente para os grandes centros do País.

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