08/02/2018 06h20

Polícia tenta identificar veículo que aparece em vídeo de emboscada

Vítima já está há seis dias em coma na Santa Casa de Campo Grande.

Correio do Estado
 
 
Vítima foi baleada na sexta-feira (2) - Foto: WhatsApp / Correio do EstadoVítima foi baleada na sexta-feira (2) - Foto: WhatsApp / Correio do Estado

Em coma induzido na Santa Casa de Campo Grande, o agiota Salem Pereira Vieira, 36 anos, seria peça chave de inquérito que apura o crime onde ele foi vítima de emboscada e levou seis tiros, na última sexta-feira (2), em Campo Grande.

Delegado responsável pelo caso, Gustavo Bueno, da 5ª Delegacia de Polícia Civil, disse ao Portal Correio do Estado que as investigações estão no início e, até o momento, nenhum suspeito foi identificado.

"Da nossa parte, ele [vítima] seria uma fonte importante de informações, mas diante da impossibilidade, a polícia está buscando outras fontes", disse o delegado.

Conforme Bueno, imagens de câmeras de monitoramento nas proximidades de onde ocorreu o crime foram apreendidas e estão sendo analisadas para tentar identificação de um veículo que aparece no vídeo e, dessa forma, chegar até a identidade dos suspeitos.

Testemunhas já estão sendo intimidas e começarão a ser ouvidas nesta semana. Segundo o delegado, o inquérito está no início.

Vítima continua internada na Santa Casa de Campo Grande e a assessoria de imprensa do hospital informou que a família proibiu, a divulgação de qualquer informação sobre o estado de saúde. Até ontem, quando ainda não havia a proibição, Salem estava em coma induzido e o estado era considerado grave.

O CRIME

Vieira foi baleado na manhã do dia 2 de fevereiro, próximo a uma creche localizada na Rua Jaime Ferreira Barbosa, no bairro Guanandi. Na ocasião, a vítima estava em um veículo Renault, levando o filho de 3 anos até a instituição, quando foi atingido por seis disparos.

Testemunhas informaram à Polícia Militar que dois homens, em um Voyage preto, chegaram, efetuaram os disparos e fugiram em seguida. Ele foi atingido no tórax, clavícula, axilas e braço direito.

AGIOTA

Salem que auxiliou nas investigações que levaram o ex-prefeito Gilmar Olarte a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é conhecido por ser uma das peças chaves na denúncia da operação que recebeu o nome de Coffee Break, um esquema de "compra e venda" de votos feito em 2014 para cassação do mandato do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) e posse do vice Gilmar Olarte.

Em 2014, o agiota tentou invadir a igreja do ex-prefeito e pastor evangélico Gilmar Olarte, no Bairro Coophamat. Na ocasião, Salem desacatou dois guardas municipais na tentativa de "pegar o prefeito" durante um culto, mas foi contido.

Em 2015, Vieira respondeu pelo crime de usura, que está ligado à cobrança excessiva de juros, situação típica da prática de agiotagem.

Envie seu Comentário