Ministério Público

Presos na Cifra Negra devem ser transferidos ainda hoje à PED e delação não é descartada

O trio passará por exame de corpo de delito e logo depois poderá ser encaminhado ao presídio

08/12/2018 11h20 - Douradosnews

 
Foto: Osvaldo Duarte (Douradosnews)Foto: Osvaldo Duarte (Douradosnews)

Três, dos 10 presos na Operação Cifra Negra, desencadeada na quarta-feira (5/12) em Dourados, que ainda estão no 1º Distrito Policial, devem ser transferidos hoje (8/12) à PED (Penitenciária Estadual de Dourados). Alexsandro Oliveira de Souza, Denis de Maia e Jailson Coutinho estão numa sala reservada à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), na delegacia.

O trio passará por exame de corpo de delito e logo depois poderá ser encaminhado ao presídio.

O Dourados News apurou há pouco com uma fonte no local que existe a possibilidade, por parte de um deles, de fechar acordo de delação premiada. O nome não foi divulgado.

Alexsandro trabalhou por anos no gabinete de Idenor Machado (PSDB) – também preso na Operação - e na direção da Casa de Leis. Já Jailson e Denis seriam ligados a empresa ligada ao esquema, sediada em Campo Grande.

Cifra Negra

A operação é resultado de investigações por parte da 16ª Promotoria de Justiça, envolvendo suposto esquema de corrupção que acontece há pelo menos oito anos na Câmara do município.

Na quarta-feira foram presos os vereadores, Idenor Machado (PSDB), Pedro Pepa (DEM) e Cirilo Ramão (MDB), além do ex-vereador Dirceu Longhi (PT) e o ex-servidor da Casa, Amilton Salina por participação em fraudes de licitação, conforme denúncia do Ministério Público Estadual.

Os cinco já estão na PED desde a quinta-feira.

Outras duas mulheres acabaram alvos dos mandados de prisão e estão em prisão domiciliar. Elas não tiveram os nomes divulgados.

Investigações

Conforme o Ministério Público, em diversos processos licitatórios realizados dentro da Casa, empresas consideradas como ‘cartas marcadas’ se apresentavam e atuavam em conluio.

Algumas delas, conforme o MPE, existiam apenas no papel para simular uma concorrência legal.

"Sem a devida concorrência, os valores dos contratos oriundos destes processos se faziam exorbitantes", diz trecho da nota.

Propinas

Ainda de acordo com o Ministério Público Estadual, para garantir o esquema, essas empresas repassavam na época, valores aos vereadores a título de propina.

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