HISTÓRICO DE COMPORTAMENTO VIOLENTO

Professor é agredido por aluno de 12 anos em escola de aldeia indígena urbana em MS

A mãe do menino já havia sido advertida pela escola sobre o comportamento violento da criança, mas recusou-se a procurar tratamento. Caso aconteceu na aldeia indígena Marçal de Souza em Campo Grande (MS).

20/10/2018 11h20 - G1MS

 
Escola de aldeia urbana em que professor foi agredido atende 370 crianças Campo Grande (MS). — Foto: Prefeitura Municipal de Campo Grande/ReproduçãoEscola de aldeia urbana em que professor foi agredido atende 370 crianças Campo Grande (MS). — Foto: Prefeitura Municipal de Campo Grande/Reprodução

Um estudante de 12 anos agrediu o professor com um soco por ser advertido a não atrapalhar os colegas durante a aula nesta sexta-feira (19), na escola municipal da aldeia indígena urbana Marçal de Souza em Campo Grande (MS). A instituição atende 370 alunos entre indígenas e não-indígenas.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelo professor, o aluno tentou dar um soco em seu rosto, que conseguiu evitar o golpe colocando o braço na frente. Ele disse aos policiais que o menino aparenta ter distúrbios mentais e que já tem um histórico de comportamento violento.

A mãe do estudante foi chamada à escola para falar sobre a agressão e, segundo o B.O., ficou alterada com os funcionários da escola, alegando que a atitude do filho não condiz com a educação que oferece ao menino.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou ao G1 através da assessoria que trata-se de uma criança agressiva e que a própria Semed orientou a família a procurar atendimento psicológico para o menino junto ao Centro de Atendimento Psicossocial (Caps), mas que a mãe recusa-se a aceitar esta condição e procurar acompanhamento.

Informou ainda que o professor tomou a atitude de registrar o B.O. para evitar outras situações, que poderiam tomar proporções ainda mais graves. A agressão foi registrada na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro e a polícia investiga o caso. Até a publicação desta reportagem, a equipe do G1 não conseguiu contato com a mãe do estudante.

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