02/02/2018 12h40

Quadrilha tinha lista de aposentados do INSS para falsificar documentos

As investigações continuam para identificar o restante da associação criminosa e principalmente quem fornecia a base de dados do INSS

Campograndenews
 
 
Documentos eram falsificados pela quadrilha (Foto: divulgação/Polícia Civil)Documentos eram falsificados pela quadrilha (Foto: divulgação/Polícia Civil)

A quadrilha presa, após fazer empréstimos e crediários em nome de aposentados e pensionistas, usava banco de dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para falsificar documentos e aplicar golpes.

No total, foram indiciados por associação criminosa e estelionato Dayane Cristina Simão Santos, 22 anos, Charles Mendes da Silva, 32 anos, José Eduardo de Souza e Jaqueline Pereira Soares, foram indiciados por associação criminosa e estelionato.

Conforme o delegado Reginaldo Salomão, que está responsável pela Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), o grupo foi desmascarado depois que uma das vítimas aposentada por idade, identificada apenas como Anderson, descobriu que seu cartão de crédito havia sido bloqueado após compras no valor de R$ 30 mil.

Os policiais contaram com a ajuda de funcionários do banco para fazer o flagrante. O primeiro a ser preso, ainda dentro da agência bancaria, foi Charles com a documentação falsificada de Anderson. Questionado sobre a situação, o estelionatário confessou o crime na delegacia, contou como a quadrilha agia e indicou os endereços dos comparsas.

Dayane, apontada como chefe do bando, teve filho recentemente e, segundo a polícia, mobiliou a casa, comprou enxoval, sapatos e roupas com dinheiro dos golpes. Ela e o marido, José Eduardo, treinavam os comparsas conhecido dentro do grupo como "laranjas" para agir na cidade. A casa do casal também era usada para falsificar documentos comprados de criminosos.

As investigações continuam para identificar o restante da associação criminosa e principalmente quem fornecia a base de dados do INSS. Algumas vítimas já foram identificadas. Dayane vivia de golpes e já tinha passagem pelo mesmo crime.

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