Segurança na fronteira

Vídeo: Comandante Geral da PM-MS esteve em Ponta Porã discutindo acerca da criminalidade

Reunião foi realizada na sede do 4º Batalhão da Polícia Militar em Ponta Porã

13/07/2018 17h40 - Por: Dora Nunes

 

Nessa sexta-feira, dia 13, foi realizada uma reunião na sede do 4º Batalhão da Polícia Militar, para tratar sobre a segurança na região de fronteira, é que, a exemplo do que ocorre em outras cidades e estados, não há remédio que consiga, definitivamente, reduzir as ações da bandidagem e, principalmente, do crime organizado na região de fronteira.

Ao encontro, compareceram o comandante geral da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, coronel QOPM Waldir Ribeiro Acosta, o comandante de Policiamento de Área, coronel QOPM Givaldo Mendes Oliveira, o comandante do 4º BPM, tenente-coronel QOPM Carlos Magno da Silva, o secretário municipal de Segurança Pública de Ponta Porã, Marcelino Nunes de Oliveira, o comandante da Guarda Civil Municipal de Ponta Porã, Juliano Gomes, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ponta Porã, Eduardo Gaúna, além dos vereadores Daniel Marques, Farid Afit, Edevaldo Barbosa, Neli Abdulahad, Paulo Roberto da Silva e Eder Quintana.

Em resumo, o que se ouviu entre um e outro pronunciamento dos presentes foi que o problema continua fundado no contingente. O coronel Waldir Acosta disse que equipamento há: viaturas, coletes balísticos, armas e munições. Falta evidentemente efetivo. Aliás, como sempre. Ficou claro também que os policiais recém-formados, obviamente os naturais de outras cidades, não gostam de ficar na fronteira e, assim que acaba o período obrigatório de permanência no batalhão de Ponta Porã, pedem transferência.

Há três anos, a PM de Ponta Porã recebeu um reforço de 130 policiais militares. Mas, além de repartir este efetivo com municípios sob sua jurisdição, como Antônio João e Aral Moreira, além dos distritos, o comando da PM na fronteira viu, pouco a pouco, seu contingente ser "pulverizado" através de pedidos de remoção para outras unidades.

O comandante geral disse que o Governo do Estado já instituiu novo concurso público, devendo formar cerca de 400 policiais militares. Lembrou, também, que o apoio solicitado ao Departamento de Operações de Fronteira (DOF) já foi sacramentado e está em ação.

O secretário municipal de Segurança Pública, Marcelino Nunes, disse que está agilizando a extensa burocracia que envolve o processo de dotar os guardas municipais de armamento pessoal e que a parceria instituída entre a GCMPP e a PM, no que diz respeito ao trabalho de abordagem feito pela força municipal e a cobertura armada realizada pela PM vem oferecendo bons resultados, mesmo que as expectativas ainda não tenham sido atingidas completamente.

O vereador Daniel Marques lamentou que a Câmara Municipal continue sendo alvo de reclamações da população em função da falta de segurança na cidade e que, ao mesmo tempo, as pessoas se queixam de serem abordadas repetidas vezes em "blitzes" realizadas pela PM ou pela Guarda Municipal. E concluiu: a população também precisa ter bom censo. Que há trabalhadores em trânsito todo mundo sabe, e são maioria. Mas, sem abordagens frequentes, não há como detectar os fora da lei.

O vereador Farid Afif solicitou que haja um reforço maciço de policiamento pelo menos nos períodos de colheita da maconha no Paraguai, o que ocorre invariavelmente de quatro em quatro meses. Ele também sugeriu que seja criado um dispositivo legal para que haja uma reserva percentual de unidades dos próximos conjuntos habitacionais para policiais militares que quiserem residir na fronteira.

O presidente da ACEPP, Eduardo Gaúna, destacou a criação do Grupo Defensores da Fronteira, que há quatro vem organizando protestos e ações em busca de uma política diferenciada de segurança pública para a fronteira, tendo até agora obtido alguns resultados positivos, que vão desde o reforço temporário de outras forças policiais em determinados períodos até o reparo de viaturas com recursos arrecadados de fontes privadas.

Gaúna disse que "não podemos ficar só na conversa, temos que agir". Ele acredita que a solução para a segurança pública na fronteira só será encontrada com a ação efetiva do Governo Federal. "É lá que está o poder e a obrigação de proteger as fronteiras do país. Temos que bater na porta do Palácio do Planalto para resolver definitivamente este problema", finalizou. (Edmondo Tazza – MTE/MS 1266)

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