08/04/2017 05h40

A história registra verdades, as mentiras não encobrem por José A. Vasconcellos

Ajudam sem receio, a produzir a miséria e a fome da Nação, que não defendeu em tempo, sua liberdade.

Divulgação (TP)
 
 

Adolf Hitler (1889-1945), de família austríaca, lutou no exército bávaro na Primeira Guerra Mundial. Em 1921, tornou-se chefe do Partido Operário Nacional-Socialista Alemão (NSDAP) e criou as tropas de assalto (SA). Em 1923, tentou em Munique um golpe de Estado malogrado. Preso, escreveu "Mein Kampf, livro em que expôs a doutrina ultranacionalista e anti-semita do nazismo. A partir de 1925, fortaleceu o partido criando as S.S..

Em 1933, chegou ao posto de chanceler desenvolvendo uma propaganda eficaz numa Alemanha humilhada pela derrota na I Guerra Mundial (1914/1918); e depois afetada profundamente com a crise financeira mundial de 1929, quando as Bolsas de Valores viraram pó!

Com o incêndio no "Reichstag" (02/1933), que atribuiu aos comunistas, colocando-os na ilegalidade, obteve da câmara a concessão de plenos poderes (03/1933). Preocupado com a força das SA, mandou eliminar os seus chefes, na chamada Longa Noite dos Punhais (30/06/1934).

Com a morte de Paul von Hindenburg (1847-1934) tornou-se presidente (08/1934) e depois Führer (aquele que comanda), à frente de um Estado ditatorial, sustentado por uma polícia política (Gestapo) e fundado no unipartidarismo. Sua política expansionista chegou primeiro a Áustria, onde nascera em Braunau, Alta Áustria, em 1889.

Em 13.03.1938, Adolf Hitler justificando o desejo de invadir e anexar a Áustria à Alemanha — escondendo o principal motivo: queria ser alemão — referindo-se a Alemanha e a Áustria argumentava: "Sie sprechen dieselbe sprache." (Eles falam a mesma língua). "Sie sind deustsche, wie wir." (Eles são alemães como nós). "Die annexion ist ein normaler akt." (A anexação é um ato normal).

Foi a maior cartada da Alemanha, desafiando o Tratado de Versalhes. A invasão e anexação da Áustria à Alemanha, o "Anschluss" possibilitou a subseqüente criação do Terceiro Reich. O ato de anexação praticado por Hitler, foi recebido com delírio pelos austríacos. A II Guerra iniciada em 1939, com fúria expansionista, acabou frustrando os austríacos e arruinou a Áustria. Hitler, batido pelosAliados, suicidou-se no bunker onde escondia-se, em 1945, e sua carcaça foi queimada.

Essa LIÇÃO DA HISTÓRIA, que registra o suicídio de Adolf Hitler, o Füeher, e a destruição da Alemanha, deveria ter servido para prevenir a humanidade contra oportunistas, que estabelecem ditaduras pela força, com o respaldo de uma camarilha de escroques e não raras vezes apoiados por alienígenas, interessados nas riquezas naturais, beneficiados pela corrupção ativa e passiva. Ajudam sem receio, a produzir a miséria e a fome da Nação, que não defendeu em tempo, sua liberdade.

Na VENEZUELA, um ex motorista de ônibus, NICOLAS MADURO, a besta do Século XXI, sucessor do mameluco Hugo Chaves, inventor do "bolivarismo", liquidou aos poucos as instituições democráticas, chegando a subordinar o Parlamento ao Judiciário. O povo venezuelano, aflito pela falta de bens para o consumo, tardiamente deu-se conta da amplitude do golpe; têm agora como única opção, recorrer a uma guerra civil para livrar-se do motorista e da quadrilha de cubanos, que lhe dão segurança.

Maduro terá o mesmo fim que tiveram ou terão outros ditadores contemporâneos, como Saddam Hussein, no Iraque; Muammar Al-Kadhafi, na Líbia e, presentemente espera um funesto fim, Bachar al-Assad, na Síria, já responsável por 400 mil mortes. Outros tantos megalomaníacos, nos cinco continentes, — com destaque para o africano — , onde as riquezas nacionais servem apenas para comprar armas e sustentar guerras expansionistas ou disputas tribais infindáveis, deixando o povo morrer de fome.

Os alemães derrotados, culpados pelo genocídio de 6 milhões de judeus, assistiram o covarde suicídio de Hitler em 1945. O que restou da imbatível Nação Ariana com suas Divisões de Panzer, foram multidões famintas num país arrasado. O mesmo fim tiveram seus aliados: a Itália, fuzilou Mussolini (1945); e o Japão, expansionista incontrolável na Ásia, recebeu dois petardos atômicos: em Hiroshima e Nagasaki (agosto/1945), aceitando, sem rodeios, a rendição incondicional. Em 1945 esfacelou-se o EIXO "Roberto", que sacudira o Mundo.

O Imperador japonês Hirohito (1901-1989), com a capitulação em 1945, foi obrigado a renunciar suas prerrogativas "divinas" e aceitar a restauração de uma monarquia constitucional.

32.31.03.2017 (4550) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br).

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