Lei Maria da Penha

Coordenadoria da Mulher já prepara o ‘Agosto Lilás’ em Dourados

As palestras, dentro do programa ‘Maria da Penha vai à Escola’, vão ser direcionadas aos alunos a partir do 5º. ano

17/07/2018 07h10 - .douranews

 
Mulheres reunidas na sede da Casa dos Conselhos para definir ações do Agosto Lilás deste anoMulheres reunidas na sede da Casa dos Conselhos para definir ações do Agosto Lilás deste ano

A Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres de Dourados, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher já iniciaram os preparativos para o ‘Agosto Lilás’, que, nesta edição, vai enfocar os 12 anos da Lei Maria da Penha.

Na semana passada Coordenadoria realizou uma capacitação, na Casa dos Conselhos, com servidoras da Secretaria de Saúde que irão participar da Campanha Agosto Lilás ministrando palestras nas Unidades Básicas de Saúde do Município, com o tema ‘violência doméstica contra a mulher’.

Sônia Maria Pimentel, da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, disse que durante todo o mês de agosto serão desenvolvidas atividades relacionadas com o tema, como forma de levar conscientização ao maior número de pessoas.

As palestras, dentro do programa ‘Maria da Penha vai à Escola’, vão ser direcionadas aos alunos a partir do 5º. ano, de estabelecimentos das redes municipal e estadual. A mesma programação será desenvolvida em igrejas e grandes empresas.

A coordenadora explica que a Lei Maria da Penha, que completa 12 anos no mês que vem, foi citada pela ONU (Organização das Nações Unidas) como uma das pioneiras e está entre as três melhores leis na defesa dos direitos das mulheres no mundo.

Para ela, a Lei 11.340/06 foi um marco fundamental para mudar o conceito de violência doméstica no Brasil. "Os crimes cometidos contra a mulher deixaram de ser casos de cestas básicas ou de meras multas, já que, antes da lei, a violência contra mulher era considerada crime de ‘menor potencial ofensivo’. A Lei Maria da Penha trouxe punições mais severas e dentre os principais avanços, estão as medidas de proteção como a determinação de afastamento do agressor do lar, e proibição de aproximação por quaisquer meios de comunicação", menciona.

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