16/12/2017 06h40

Governo do Estado projeta Campo Grande como novo centro de logística de cargas

Jaime Verruck falou que este projeto é de longo prazo e requer outros estudos e implica em investimentos no aeroporto.

Portal do MS
 
 
Fotos: Edemir RodriguesFotos: Edemir Rodrigues

O Governo de Mato Grosso do Sul estuda a possibilidade de transformar Campo Grande em um centro de logística de cargas aeroviárias para a América Latina, e um passo importante na formatação desse projeto foi dado nesta quinta-feira (14.12) em reunião do governador Reinaldo Azambuja com a representante da empresa alemã Lufthansa, Liége Emmerz, na Governadoria.

A estruturação do aeroporto da Capital para operar com grande volume de cargas para exportação e importação sem embaraços aduaneiros é uma meta que o Governo do Estado vem buscando há três anos, em atuação conjunta com a Federação das Indústrias de MS (Fiems), e a Infraero já sinalizou investimentos em infraestrutura do terminal de cargas.

Presente ao encontro com a representante da Lufthansa, os secretários de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck; e o de Infraestrutura (Seinfra), Marcelo Miglioli.

O titular da Semagro explicou que o Governo vem estudando há algum tempo viabilizar o aeroporto internacional em um centro de logística de cargas, pela posição estratégica de Campo Grande como corredor bioceânico. "Trouxemos a Lufthansa para mostrar esse potencial que temos para fomentar e atrair novos negócios internacionais, e também para ouvir da empresa, uma das maiores do mundo no segmento de cargas, quanto ao seu nível de interesse em atuar futuramente como umas das concessionárias e fazer investimentos".

Lufthansa quer cooperar

Durante o encontro, do qual também participou o coordenador-geral de Assuntos Econômicos Latino-Americanos e Caribenhos do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, o governador Reinaldo Azambuja explanou sobre o empenho de seu governo para concretizar os corredores bioceânicos rodoviário e ferroviário passando por Mato Grosso do Sul.

 
Diretora-presidente do escritório da Lufthansa Consulting no Brasil, Liége Emmerz, adiantou que a logística de cargas proposta é viável, envolvendo Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia.. Fotos: Edemir RodriguesDiretora-presidente do escritório da Lufthansa Consulting no Brasil, Liége Emmerz, adiantou que a logística de cargas proposta é viável, envolvendo Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia..
Fotos: Edemir Rodrigues

Diretora-presidente do escritório da Lufthansa Consulting no Brasil, Liége Emmerz, disse que a apresentação feita pelo governador e pelo secretário a deixou impressionada pelo papel estratégico do Estado e da Capital não só em relação ao Brasil, pela força do agronegócio, mas ao continente latino-americano. Ela adiantou que a logística de cargas proposta é viável, envolvendo Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia.

"Nos parece que existe aqui esse potencial, inclusive até na diversificação da malha, descentralizando o destino da carga, que hoje se concentra em Viracopos, em direção a algumas regiões do Brasil e da América Latina", observou a dirigente, ressaltando que a empresa é especialista em estudos de viabilidade econômica em logística de transporte.

Mais desenvolvimento

Liége Emmerz informou que a empresa já desenvolve projetos similares em várias partes do mundo, operando não só com linhas aéreas, mas cargueiras nos maiores aeroportos e terminais. "A estratégia e o interesse do governo local é fundamental, na facilitação das ideias de negócios e serviços, e podemos cooperar e auxiliar nesses estudos", disse ela.

O secretário Jaime Verruck falou que este projeto é de longo prazo e requer outros estudos e implica em investimentos no aeroporto. "Mas deixamos muito claro que o aeroporto de Campo Grande tem condições favoráveis que outros não tem, como pista longa e capacidade de até 80 toneladas, e um porto seco alfandegado pronto para operar", completou.

Verruck considera que Mato Grosso do Sul tem uma série de condições para atrair investidores para este projeto de logística, onde a Lufthansa, como referência no setor, poderia fazer parte do pool de investimentos. Sobre as vantagens, citou que o Estado teria maior concentração de cargas e atrairia mais indústrias, aumento no número de voos e mais desenvolvimento.

Na América do Sul

A Lufthansa Consulting criou no Brasil a Lufthansa Consulting Ltda, uma sociedade limitada, que atuará como base representativa e operacional de suas atividades na América do Sul. A intenção da nova empresa é oferecer serviços de consultoria a especialistas brasileiros de alto potencial no atrativo ambiente das atividades aéreas. A diretora Liége Emmerz é responsável pela região da América do Sul.

Segundo a Lufthansa, sua divisão de consultoria tem prestado apoio, há 25 anos, a empresas aéreas, agências nacionais de aeronáutica e atividades correlacionadas, tais como empresas de logística ou portos em todo o mundo. Na América do Sul, a empresa está concentrando atualmente suas atividades no Brasil, no Peru, no México e na Colômbia.

As demandas de maior relevância na região se dão nas áreas de privatização de aeroportos, de administração de aeroportos, de atividades de cargas aéreas, de empresas aéreas de baixo custo e do gerenciamento de malhas, além da excelência operacional. Entre as mais recentes atribuições da Lufthansa Consulting estão os melhoramentos no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo.

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