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Marçal pede ampliação da cobertura de exames no SUS

23/04/2019 19h10 - DN

 
Foto: Luciana Nassar Foto: Luciana Nassar

O deputado estadual Marçal Filho (PSDB) pede ao Governo do Estado e municípios de Mato Grosso do Sul uma maior oferta na cobertura de exames aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Pacientes que dependem de melhor avaliação a pedido de médicos especialistas têm encontrado dificuldade na realização de exames. Consequentemente não obtém diagnóstico preciso e deixam de receber tratamento adequado.

Nesta semana uma investigação aberta pelo Ministério Público Estadual (MPE) em Dourados apurou a falta de exames para detectar e tratar doenças do sistema digestivo, em específico para casos de insuficiência renal. Com isso, pacientes tem ficado entre vida e a morte. Somente em Campo Grande, no Hospital Regional, o exame Colangopancreatografia Endoscópia (CPRE) é realizado pelo SUS, no entanto, feito apenas em pessoas internadas na unidade.

"O SUS precisa de maior investimento, que passa pelos governos federal, estadual e municípios. Hoje, como avanço da tecnologia, os médicos passaram a pedir exames mais atualizados, para melhor diagnosticar o paciente, e por isso o SUS não pode ficar para trás", disse o deputado ao ocupar a tribuna na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (23). Marçal destacou, ainda, a importância da regionalização da saúde.

Ao longo de sua existência, o SUS enfrenta uma série de percalços, com impacto sobre os pacientes, os médicos e demais profissionais da área da saúde. E cada vez mais se assiste que, muitas das melhorias e aprimoramentos só acontecem por determinação judicial. "Com o advento da tecnologia a medicina avançou e quem procura um médico especialista, que já é difícil conseguir uma consulta, encontra uma enorme barreira na hora de ter um diagnóstico preciso devido à ausência de exames modernos", disse o deputado estadual. "Se o paciente procura o SUS é porque não tem condições de pagar uma consulta e exame particular", ressaltou.

Muitos dos municípios no interior do Estado, conforme lembrou Marçal Filho, chegam a oferecer salários acima da média na tentativa de atrair médicos, mas muitos optam por permanecer em cidades onde unidades hospitalares possuem mais estrutura. "E não podemos criticar os médicos, pois eles precisam dos exames para melhor diagnosticar os pacientes e prescrever melhor tratamento", afirmou.

A esse problema se somam inúmeros relatos de pacientes e profissionais, assim como de notícias publicadas pela imprensa ou de denúncias de órgãos de controle e fiscalização, que dão conta de falta de insumos, medicamentos. O quadro delineado revela a face negligenciada do SUS, que, sem a adoção de medidas efetivas, continuará provocando atrasos em diagnósticos e em inícios de tratamento.

Para Marçal Filho é preciso encontrar soluções eficazes que permitam ao SUS a consecução de plenos resultados, com decorrente respeito aos direitos humanos em um futuro melhor, de assistência à saúde com qualidade para a população. Ele espera que o Ministro de Saúde Luiz Henrique Mandetta, por ser de Mato Grosso do Sul, possa melhorar o repasse aos municípios do Estado.

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