23/12/2017 08h

Nota Pública sobre a eleição do CREA MS

A participação na eleição foi inferior a 16% dos aptos a votar.

Divulgação (TP)
 
 

Registramos o nosso protesto e indignação com o processo eleitoral do Sistema Confea/Crea que transcorreu neste ano de 2017, de forma desorganizada, sem representatividade e com indícios de fraudes, a seguir vamos enumerar e detalhar os fatos ocorridos:

1) Não tivemos acesso à lista dos profissionais, que estavam aptos a votar, para fazer campanha;

2) Não aconteceu nenhum debate para discutir as propostas dos candidatos à presidência do CREA MS;

3) A participação na eleição foi inferior a 16% dos aptos a votar. O eleito obteve menos de 8% da preferência dos aptos a votar. Será que o presidente eleito representa os profissionais da área tecnológica?

4) A Portaria do Confea nº 286/17 que aprovou o Calendário Eleitoral, definiu o prazo de um dia para que a Comissão Eleitoral Estadual (CER) faça a ELABORAÇÃO DO MAPA GERAL E ATA FINAL DE APURAÇÃO. Até o momento não tivemos o acesso ao Mapa de Apuração e já apresentamos requerimento a CER-MS e não fomos atendidos;

5) A CER-MS fez um julgamento irresponsável sobre um pedido de providências protocolizado na comissão solicitando o acesso à lista de profissionais aptos a votar e sobre e a utilização de funcionários do CREA que participaram de campanha em horário do expediente;

6) A CER-MS tentou não receber o nosso recurso para ser encaminhado à Comissão Federal do Confea, descumprindo o regulamento eleitoral, e até o presente momento não analisou;

São fatos como esses ocorridos durante processo eleitoral que esvaziam o nosso Conselho, transformando-o em uma entidade cuja finalidade se restringe a de cobrar anuidade e recolhimento de taxas de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica.

O Movimento Inovar CREA não será desmobilizado, vamos continuar na luta por representatividade para o nosso Conselho ancorada em quatro pilares:

1) Valorização Profissional – exigir o cumprimento do piso salarial e a presença do profissional nas atividades em que essa é obrigatória;

2) Transparência – exigir uma gestão com ética e transparência por meio da divulgação de balancetes e decisões do Conselho;

3) Um Crea presente na defesa dos interesses da sociedade. Não ficar restrito à fiscalização do exercício profissional, mas ter uma atuação mais ampla em relação às questões ambientais e políticas públicas da área tecnológica. Exemplo: Aquário do Pantanal, Paralização das obras da CCR Vias na BR-163, e obras públicas com indícios de superfaturamento, dentre outras questões;

4) Modernizar os sistemas informatizados de ART, Acervo Técnico e eleição limpas do Crea e escolha de conselheiros pela internet.

Campo Grande, 22 de dezembro de 2017

Movimento Inovar CREA MS

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