17/01/2018 06h20

Prefeitura rescinde parte do contrato com Exército para obras de recapeamento

Militares não ficarão com todo o projeto, apenas o trecho já em andamento.

Correio do Estado
 
 
Militares fazem recapeamento em parte do corredor sudoeste, em Campo Grande - Foto: Bruno Henrique/ Correio do EstadoMilitares fazem recapeamento em parte do corredor sudoeste, em Campo Grande - Foto: Bruno Henrique/ Correio do Estado

A Prefeitura de Campo Grande não vai continuar o contrato firmado com o Exército para recapeamento de vias na cidade. Nesta terça-feira (16), o governo municipal comunicou que vai dividir o projeto de mobilidade urbana, que envolve o recapeamento da Avenida Bandeirantes, Rua Marechal Deodoro e prolongamento na Avenida Gunter Hans. A proposta tem valor global de R$ 24 milhões.

Com essa medida, o Exército vai permanecer apenas com o trecho das Ruas Guia Lopes e Brilhante, onde já há intervenção. A justificativa para alteração no convênio foi para "acelerar a implantação do projeto de mobilidade urbana, lançado em 2012".

Em nota oficial, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, afirmou que o fim do contrato com os militares foi de comum acordo e também houve aval da Caixa Econômica Federal, que é financia as obras.

"A Prefeitura de Campo Grande vai dividir em três lotes as obras de recapeamento das vias que integram o corredor de transporte coletivo sudoeste. Os militares vão concluir até o final do ano o recapeamento e requalificação do trecho iniciado em fevereiro do ano passado", explicou o comunicado.

Como forma de ponderar o encerramento do contrato, o secretário-adjunto da Sisep, Ariel Serra, comentou que o convênio com o Exército permitiu que Campo Grande não perdesse R$ 180 milhões em verba empenhada para projeto de mobilidade urbana. A CEF aguardava a definição do empreedimento desde 2012 e se não houvesse contrato assinado em 2016 e início das intervenções em fevereiro de 2017, o dinheiro voltaria para a União.

"Se a obra não começasse em fevereiro e não houvesse o primeiro desembolso dois meses depois, simplesmente o contrato seria rescindido pela Caixa e a cidade perderia recurso de um projeto fundamental para modernizar o transporte coletivo", reconheceu Serra.

Desde o início do contrato, houve questionamentos sobre a condução da obra. Além disso, foram registrados atrasos (em torno de seis meses), dificuldade na compra de material, falta de comunicação entre órgãos para sinalizar interdições.

OBRA DO EXÉRCITO

O trecho executado atualmente pelos militares do Comando Militar do Oeste (CMO) tem investimento de R$ 6,5 milhões e envolve recapeamento, drenagem das vias principais e subjacentes, como Ruas José Paes de Faria e Salgado Filho, construção de bocas de lobo, instalação de fiação subterrânea semafórica e utilização de material mais consistente para permitir o tráfego de ônibus.

O Exército está realizado intrevenção em trecho da Rua Guia Lopes, entre a Avenida Afonso Pena e a Brilhante, além de 2,75 km da Rua Brilhante. O corredor do sudoeste do transporte coletivo da Capital abrange uma extensão de pouco mais de 12 quilômetros.

OUTROS TRECHOS

A etapa seguinte a ser licitada é de 4,92 km, que começa na Rua Marechal Deodoro, e seu prolongamento, Avenida Gunter Hans (em duas pistas) até o terminal Aero Rancho.

O terceiro trecho é a Avenida Bandeirantes, com 3.890 km. O projeto prevê ainda a implantação de 6 km de drenagem.

A prefeitura informou que a primeira licitação a ser lançada é da Avenida Bandeirante, com previsão de procedimento tramitando a partir de fevereiro.

"O projeto executivo prevê quase 4 km de recapeamento (3,890 km) e 2,468 km de drenagem, faixa exclusiva (na margem esquerda) para os ônibus, sinalização semafórica e pontos de embarque. Só a drenagem e pavimentação estão orçadas em R$ 8.216.116,00.

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