Politica

Vereador de Ladário é cassado por compra de votos

Suplente já assumiu lugar durante sessão de ontem

26/03/2019 10h38 - Correio do Estado

 
Suplente Rodolfo foi convocado e empossado na segunda-feira - Reprodução FacebookSuplente Rodolfo foi convocado e empossado na segunda-feira - Reprodução Facebook

Vereador de Ladário Eurípedes Zaurizio de Jesus (PTB) teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos. Ele foi o vereador mais votado nas eleições municipais de 2016 e chegou a ser preso em janeiro de 2017 após denúncias apontarem que ele comandava esquema de agiotagem explorando pessoas de baixa renda.

O presidente da Câmara Municipal de Ladário, Daniel Benzi (MDB) foi notificado na última sexta-feira (22) da decisão judicial assinada pelo juiz Maurício Cleber Miglioranzi Santos. No documento o magistrado determina que o presidente declare a extinção e perda do mandato do parlamentar no prazo de cinco dias para que as providências fossem tomadas.

Em seguida, o presidente da Casa de Leis baixou resolução comunicando o plenário sobre a perda dos direitos políticos e do mandato de Eurípedes e já convocou o suplente do vereador, Rodolfo Bonifácio da Costa Ramos (PTB). O suplente assumiu o cargo do vereador cassado na última segunda-feira (25), durante sessão que ocorreu no Legislativo.

Zaurizio chegou a ser preso em janeiro de 2017,período em que foi deflagrada a operação pela Polícia Federal (PF). Políticos foram investigados por terem praticado crimes eleitorais. A ação denominada Anatocismus tem o foco de reprimir crimes durante eleições, os agentes federais encontraram na casa do vereador cassado, na época quando ele era candidato, listas com nomes de diversas pessoas que, supostamente seriam beneficiários e também contas de luz e água em nome de terceiros.

De acordo com informações do site Diário Online, mais sete podem ser cassados na Câmara de Vereadores de Ladário. Estão em andamento três Comissões Processantes que podem cassar os mandatos do prefeito afastado Carlos Ruso (PSDB) e de mais sete vereadores, presos na Operação Terra Branca I, deflagrada em 26 de novembro de 2018. Duas destas comissões avaliam a situação dos sete parlamentares. Todos são acusados de crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, no caso que ficou conhecido como "Mensalinho", onde Ruso, segundo o Gaeco e Ministério Público Estadual, pagava quantias mensais aos acusados em troca de apoio político.

Os vereadores que permanecem presos em Campo Grande são: Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB). A vereadora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB), está em prisão domiciliar desde o mês passado.

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