FM 93.5

Migração do rádio AM para o FM já é realidade em Ponta Porã

A migração de faixa era uma antiga reivindicação dos radiodifusores e foi autorizada por um decreto presidencial em 2013

23/06/2018 14h-DN

 
Das 08:30 ao meio-dia, Estudio 93 com Giovani CezarDas 08:30 ao meio-dia, Estudio 93 com Giovani Cezar

Fundada no ano de 1991, a razão social, Sistema Sulmatogrossene de Rádio Difusão, nome fantasia, Super Radio Fronteira 670 Khz, contou com renomados profissionais durante sua trajetória como radio AM. Na década de 90, sob a direção de Celso Portiolli, a emissora se tornou referencia no meio radiofônico. Nessa época a emissora contava com uma super equipe de jornalistas, equipe esportiva e locutores animadores, liderando audiência não só na região de fronteira, mais no estado.

Com a popularização das rádios FMs, as AMs foram perdendo audiência e prestigio, começou então uma campanha da ABERT, (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) para que o ministério das comunicações possibilitasse a migração do rádio AM para o FM, criando novos canais.

A migração de faixa era uma antiga reivindicação dos radiodifusores e foi autorizada por um decreto presidencial em 2013. As rádios AM estavam enfrentando queda de audiência e de faturamento devido a interferências na transmissão de sua programação. Além disso, não podiam ser sintonizadas por dispositivos móveis, como celulares e tablets.

 
Das 12:00 as 16:HS00, André Cavalcante e o programa Ritmo da TardeDas 12:00 as 16:HS00, André Cavalcante e o programa Ritmo da Tarde

Das 1.781 rádios AM no Brasil, 1,5 mil solicitaram a mudança. Na primeira etapa, cerca de 960 emissoras puderam migrar na faixa atual de FM, de 88 megahertz (MHz) a 108 MHz. As demais candidatas tiveram que esperar a conclusão do processo de digitalização da televisão, que deve liberar espaço para a modificação.

Após a assinatura do termo com o Ministério, as rádios tiveram que apresentar uma proposta de instalação da FM e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a permissão de uso da radiofrequência. Só depois da liberação da Anatel, os veículos começaram a transmitir a programação na faixa de FM.

Para fazer a migração, os radiodifusores tiveram que pagar entre R$ 8,4 mil e R$ 4,4 milhões, que é o valor da diferença entre as outorgas de AM e de FM. As emissoras também tiveram que adquirir equipamentos para a transmissão do novo sinal.

 
Das 05:30 as 08:HS30, de segunda a sábado tem o Rodeio da 93 1ª edição, com Lucas PenhaDas 05:30 as 08:HS30, de segunda a sábado tem o Rodeio da 93 1ª edição, com Lucas Penha

Devido ao atraso no cronograma, o Ministério começou a fazer mutirões, e em julho de 2017, Campo Grande-MS recebeu o evento para tratar das migrações de MS e de MT, foi nesse encontro que a Super Rádio Fronteira assinou o terno aditivo de adaptação da outorga com o Ministério, junto com outras 65 rádios dos dois estados.

Vale ressaltar que a Super Rádio Fronteira AM tinha concessão para operar em dez mil watts, e com a migração natural para o FM seria para cinquenta mil watts, foi solicitado então ao Ministério das Comunicações a redução para cinco mil Watts. Este mês de junho de 2018, a emissora entrou em caráter experimental na frequência de 93,5 com o nome fantasia de MAIS FM. Atualmente transmite três programas com locutores ao vivo e um gravado.

 

PROGRAMAÇÃO:

Das 05:30 as 08:HS30, de segunda a sábado tem o Rodeio da 93 1ª edição, com Lucas Penha. Das 08:30 ao meio-dia, Estudio 93 com Giovani Cezar; das 12:00 as 16:HS00, André Cavalcante e o programa Ritmo da Tarde; das 16:HS00 as 18:HS00, volta o Rodeio da 93 2ª edição. Das 20:HS00 as 22:HS00, tem o Clube do Amor com Fabio Cezar.

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