MMA

Após ameaças, professores de MMA emitem nota sobre casal preso pela morte de bebê

Eles esclareceram que não compactuam com nenhum tipo de violência

18/08/2018 10h40 - Correio do Estado

 
Corpo do menino foi levado para exame necroscópico - Foto: Dourados/AgoraCorpo do menino foi levado para exame necroscópico - Foto: Dourados/Agora

Os professores de MMA, Fábio Diniz e Priscila Carvalho, emitiram uma nota de esclarecimento sobre as notícias envolvendo o casal, Joel Rodrigo Avalo Santos, de 24 anos, e Jéssica Leite Ribeiro, de 21, que foram presos pela morte de um bebê. Eles alegaram que já sofreram críticas e ameaças porque o casal envolvido no crime praticava artes marciais e reforçaram que o ato dos suspeitos não pode ser ligado aos ensinamentos da arte marcial.

Conforme a nota, "não havia como prever tal tragédia ou comportamento" do casal. Ainda segundo os professores, os alunos aprendem valores como disciplina e respeito ao próximo. "Dentro da academia, podemos afirmar, com a consciência limpa, que não há nenhum tipo de incitação à violência", enfatizaram.

Os professores declaram ainda que, também estão de luto pelo Rodrigo e aguardam pela justiça. Confira a nota na íntegra:

Em respeito aos nossos alunos e a todos aqueles e aquelas que nos acompanham e conhecem o nosso trabalho, nós, da equipe Team Diniz, sentimos necessidade em esclarecer a nossa posição em relação às últimas notícias envolvendo dois nomes vinculados aos nossos treinos.

Como vocês devem estar acompanhando nos noticiários, Joel Tigre e Jessica Leite estão sendo investigados por um crime inescrupuloso, que, sem sombra de dúvidas, não merece empatia, assim como qualquer tipo de violência. O nosso pesar agora, assim como a maioria de vocês, é para com a família do pequeno Rodrigo. Estamos em luto também!

O que queremos deixar claro é que sabemos o mesmo que todo o restante da população, pois a investigação ainda está em andamento. É importante ressaltar que, independente do nosso grau de convivência anterior, não havia como prever tal tragédia ou comportamento.

Nós, Fábio Diniz e Priscila Carvalho, que somos professores e estamos à frente da academia, não compactuamos com nenhum tipo de violência. Nossos alunos e nossas alunos são ensinados sobre os valores das artes marciais, pregamos não só disciplina, como também o respeito ao próximo. Dentro da academia, podemos afirmar, com a consciência limpa, que não há nenhum tipo de incitação à violência. Mas não podemos nos responsabilizar com o que acontece fora daqui.

Um crime dessa brutalidade e crueldade nada tem haver com a prática das artes marciais. Muito pelo contrário, é reconhecido o poder de melhora, fisicamente e psicologicamente, daqueles que escolhem incluir esta arte em suas vidas.

Por fim, entendemos a necessidade das pessoas em se posicionar diante de uma tragédia como esta, mas pedimos encarecidamente que tenham consciência que nossa equipe não aceita violência e que promovemos apenas o amor pelo esporte. Muitas pessoas vem nos atacando nas redes sociais, enfatizando o fato de um dos dois ser um lutador de MMA que levava o nome da equipe. Por favor, reforçamos que um crime como este não pode ser ligado às artes marciais, pois isso vai contra tudo o que pregamos. Estamos de luto e esperando por justiça.

O CASO

Joel Rodrigo Avalo Santos, de 24 anos, e Jessica Leite Ribeiro, de 21 anos, foram presos pela morte de Rodrigo Moura Santos, de 1 ano, na manhã de quinta-feira (16), em Dourados.Eles são pai e madrasta do menino, respectivamente.

O caso virou de polícia após socorristas de uma ambulância chamada pela madastra constatarem que Rodrigo Moura Santos, já morto, tinha hematomas nas costas, cabeça e pescoço, característicos de espancamento. Legistas apontaram o rompimento do fígado como causa da morte.

Segundo a polícia, o casal alegou que os hematomas foram provocados na tentativa de reanimar a criança, que desmaiaria por conta das fortes dores hepáticas que sentia. O laudo negou condição pré-existente no fígado. Inicialmente, os suspeitos alegaram que a criança teria se engasgado.

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