20/01/2018 16h30

Estado investe R$ 2 milhões na implantação de antiga estrada que beneficia três municípios.

A chamada Rodovia da Marema, de 52 km, era um acesso crítico, sem nenhuma infraestrutura, e está sendo alargada com revestimento primário, drenagem e reforma de pontes de madeira.

Douradosnews
 
 

Com recursos do Fundersul, o Governo do Estado está concluindo obra de implantação de uma antiga estrada vicinal que integra regiões produtoras de grãos, assentamentos e reservas indígenas nos municípios de Miranda, Bodoquena e Porto Murtinho. A chamada Rodovia da Marema, de 52 km, era um acesso crítico, sem nenhuma infraestrutura, e está sendo alargada com revestimento primário, drenagem e reforma de pontes de madeira.

"É uma obra extremamente importante para quem produz e depende do acesso para se locomover", afirmou o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Miglioli. Ele explicou que o Estado assumiu a reconstrução da estrada, a pedido das lideranças locais, em razão da precariedade de uma importante via de escoamento que há muitos anos não recebia um simples patrolamento. "É uma obra que vai ficar marcada para sempre na região", completou.

Serra era obstáculo

A Rodovia da Marena corta mais de 50 grandes e médias propriedades produtoras de boi gordo, o Assentamento Sumatra, com cerca de 200 famílias, e chega à Morraria do Sul e ao Campo dos Índios, na reserva dos Kadiwéus, com entrada pela BR-262, 25 km a Oeste de Miranda. A estrada se integra às rodovias estaduais MS-185 e MS-339 e ao corredor rodoviário entre Bonito, Porto Murtinho e Corumbá, que também está sendo restaurado pelo Estado.

A presença das máquinas e operários mudou a realidade na região. O que era uma via estreita e esburacada vem se transformando em uma estrada encascalhada com pista de sete metros, permitindo a passagem simultânea de dois caminhões. Com investimentos de R$ 2 milhões, a infraestruturada garantida pelo Governo do Estado elimina um dos maiores entraves: transpor a serra no chamado "Largão Fechado", onde os caminhões eram puxados por tratores.

"Vencer o estreito e sinuoso caminho da morraria, com muita pedra e umidade, devido às fortes chuvas, era praticamente impossível", observa o coordenador regional Gérson Prata, que acompanha as obras e atende as demandas das regiões de Miranda, Bodoquena, Bonito, Corumbá e Ladário. Segundo ele, caminhões que demoravam mais de uma hora para levar uma carga da fazenda a Miranda, hoje percorrem o mesmo trecho em 40 minutos.

Obra de qualidade

O empreiteiro responsável pela obra, Gérson Castro Lopes, informou que os produtores e os assentados da região "não estão acreditando ainda" na implantação da estrada, que nunca recebeu benefícios do Estado ou dos municípios. "É uma obra que vai ficar na história, sem falar na qualidade do serviço, uma exigência do governador Reinaldo Azambuja", destacou. "O pessoal que depende desse acesso está muito satisfeito, acabou o drama deles."

O revestimento primário inclui obras de terraplenagem da pista para levantamento do aterro, devido à umidade no trecho, e implantação de tubulões, para escoamento da água das chuvas. O serviço já foi executado em 40 km e deverá ser concluído em 30 dias, dependendo das condições climáticas. A recuperação das pontes de madeira, em péssimas condições, está em análise na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).

Acesso a Lalima

Outra importante estrada de movimentação de pessoas e cargas da região, a MS-448, também está recebendo investimentos do Governo do Estado em serviço de terraplenagem e encascalhamento em um trecho de 60 km. A via liga o centro de Miranda a Aldeia Lalima e ao Assentamento Tupã-Baé, além de atender o escoamento da produção de milho e soja. A Agesul já reformou uma ponte de madeira e iniciou a recuperação de uma segunda.

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