23/01/2018 13h50

Musa do Monobloco faz parceria com a mãe para se destacar no carnaval

Aline Rodrigues é comissária de bordo e sempre tira férias no carnaval. Ela também é percussionista e pretende botar Monobloco para 'voar'.

G1
 
 
Musa do Monobloco em ensaio fotográfico (Foto: Marcos Serra Lima/ G1)Musa do Monobloco em ensaio fotográfico (Foto: Marcos Serra Lima/ G1)

Batuqueira "raiz" e comissária de bordo, essas são as credenciais de Aline Rodrigues, de 36 anos, que pretende botar o Monobloco para voar no carnaval de 2018. Nascida e criada em Nilópolis, na Baixada Fluminense, ela contou ao G1 que o segredo para se destacar na folia é recorrer à ajuda de sua mãe, Suely Pereira, de 65 anos, na produção de fantasias.

"A minha mãe é foliã para sempre, ‘forever’. Tem fotos que eu estou no carnaval com 1 ano e estou fantasiada por causa dela. Minha mãe fantasiava a gente chovendo, com calor, então não tem como não gostar", fala. "Essa raiz que eu tenho do carnaval é dela. Somos parceiras: ela faz as fantasias dela, e sempre peço ajuda. Ela procura o que se encaixa melhor com as minhas ideias", disse Aline.

Tentando conquistar o bicampeonato no concurso de musas de blocos do G1, ela disse que contou com a torcida da atual campeã da disputa, Carla Machado. Mas afirmou também que, caso não fosse escolhida pela organização, não ficaria desapontada já que considera todos os integrantes uma grande família.

"Eu esperava e não esperava ao mesmo tempo, é difícil de dizer. A Carla, que foi a musa do ano passado, é minha amiga e ela ficava dizendo que eu seria a próxima. Mas eu achava que não ia rolar, não achava que tinha porquê", diz.

"A Nicole [assessora de imprensa do bloco] entrou em contato comigo e disse ‘O G1 entrou em contato sobre a candidatura de musa e já até dei seu nome. Vai ser você’. Eu dei um pulo do sofá, eu estava em Belo Horizonte e dei um pulo do sofá do hotel. E ela me falava ‘Eu estou falando sério’. Esses momentos são indescritíveis".

A vida de comissária de bordo é bastante agitada e, a cada dia, Aline vai para um canto do Brasil. Apesar de toda a correria, a percussionista afirmou que há sete anos faz uma força-tarefa para conseguir duas coisas: folgas no dia de ensaio e férias durante o carnaval.

 
Aline Rodrigues é percussionista no Monobloco (Foto: Marcos Serra Lima/ G1)Aline Rodrigues é percussionista no Monobloco (Foto: Marcos Serra Lima/ G1)

"Sou uma pessoa que voa, tenho uma agenda agitada, trabalho pra caramba e, mesmo assim, tenho poucas faltas no Monobloco. Lá na oficina a gente tem aula todas as terças-feiras e quando vai chegando o desfile a gente intensifica. Já no meu trabalho, eu consigo folga fixa no dia do ensaio. No carnaval, ou eu consigo férias ou junto com a chefia e monto minha escala à mão. Faço uma força-tarefa para dar tudo certo. Quero muito colocar o Monobloco para voar esse ano e espero conseguir", disse.

O G1 perguntou se ela teria alguma música especial que trazia memórias sobre o carnaval e Aline respondeu que ‘Aquarela Brasileira’ era o título que a encanta. Segundo ela, a letra da música faz com que ela lembre que está sempre levando um pouco de samba para todos os cantos do Brasil, mesmo que trabalhando.

"A música que me lembra o carnaval é 'Aquarela Brasileira'. Eu lembro que um dos primeiros carnavais que eu pulei, quando criança, tocava muito esse samba. Essa música fala muito da minha profissão porque vai falando dos lugares do Brasil. Realmente, é um pouco disso. A cada lugar que eu vou e estou tocando um samba e levo meu agogô para praticar, lembro do estado que eu estou e tenho uma referência do samba e do carnaval".

Amor pelo batuque

"Conheci e me apaixonei". Foi nessa sequência que o romance entre Aline e Monobloco começou, descreve. Aline conta que ela foi a um show e, em seguida, foi convidada para participar da oficina do grupo. Ela fez a aula em 2009 e em 2018 está indo para seu oitavo desfile. Se antes não sabia tocar nenhum instrumento, hoje ela se diverte com vários.

"Eu fui para a Fundição Progresso e amei. Não sabia nem que existia os batuqueiros, as pessoas que eram leigas e que podiam fazer oficina. Eu fiz uma aula, me apaixonei e nunca mais saí", conta.

"Eu entrei desde 2009 e desfilei a primeira vez em 2010. Eu toco tamborim, agogô, chocalho, eu sei um pouco e comecei repique. Esse é meu oitavo desfile", contou.

"O Monobloco é uma família. Temos carinho, amor, afeto, todo mundo se ajuda. Tem muito amor envolvido, muita energia. Todas as pessoas novas que vão chegando e se apresentando, a gente faz questão de ajudar e tentar mostrar o passo a passo para quem está aprendendo. É como se a gente tivesse com primos, filhos, irmãos, pais e mães", completou.

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