16/01/2018 17h20

Saúde orienta população de MS à tomar vacina contra febra amarela.

De acordo com a assessoria de imprensa do Governo, não houveram casos registrados no Estado, porém, o território é propício para incidência da doença.

Jornal O Progresso
 
 
(Foto: Hédio Fazan).(Foto: Hédio Fazan).

Após atingir o norte do País, a febre amarela voltou a afetar a população mineira e paulista. Vários casos foram registrados nos estados que fazem divisa com Mato Grosso do Sul, e diante dessa realidade, a Secretaria de Saúde do Estado orienta a população a se prevenir e tomar a vacina contra a doença.

De acordo com a assessoria de imprensa do Governo, ainda não foram registrados casos da doença no Estado, porém, a indicação é de prevenção. O último caso de febre amarela em terras sul-mato-grossenses aconteceu em 2015, onde um turista paranaense visitava Bonito, polo turístico de MS. Na época, o enfermo teria contraído a doença no estado de origem.

A informação repassada ao O PROGRESSO pela assessoria é de que há 80 mil vacinas em estoque. "Todos os municípios que requisitaram doses receberam" afirmou.

Em cidades de alta floresta como, Bonito, Aquidauana, Bodoquena, e demais regiões com características pantaneiras devem redobrar os cuidados.

Em nota, o Governo orientou que a vacinação é recomendada para maiores de 9 meses e menores de 60 anos.

A doença é transmitida por um mosquito, que pica pessoas e macacos. Os sintomas da doença são febre, dor de cabeça, náusea, icterícia (amarelamento da pele), dores no corpo, calafrio, perda de apetite, olhos amarelados e sangramento.

As doses que estão sendo distribuídas atualmente se tornaram vitalícias, isentando o popular de renovar a vacina, porém, é preciso ir até o posto de saúde mais próximo de casa para confirmar a necessidade da imunização.

BRASIL

No País, a febre amarela está preocupando os órgãos de saúde. A Organização Panamericana de Saúde (Opas), braço direito da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o risco de surtos no Brasil. Desde dezembro de 2016 foram registrados 788 casos em humanos, dos quais 265 resultaram na morte do doente.

Nesta terça-feira (16) a OMS decretou alerta de emergência para o estado de São Paulo. Quem for viajar para qualquer região da unidade federativa deve se imunizar com no mínimo 10 dias de antecedência.

PRIMATAS

O principal hospedeiro da doença são os macacos. Em MS, no ano de 2017 foram encontrados seis animais mortos, sendo, dois em Corumbá, dois em Campo Grande, um em Dourados e um em Ladário. Os resultados foram negativos à possibilidade de doença.

"É importante que as pessoas saibam que se encontrarem um primata morto não devem mexer no animal e precisam imediatamente procurar a secretaria municipal de Saúde", explicou a gerente técnica de zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde, Stephanie Lins, em nota divulgada nesta terça-feira (16).

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