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“Gostos e Cores” chega à Netflix para discutir tabus de uma forma cômica

Homossexualidade é um assunto delicado. Não existe um conceito binário para se classificar e o processo de descoberta é muito complicado e volátil.

19/06/2018 13h30 - Via Streaming

 
A comédia tem como protagonista Simone (Sarah Stern), que está há três anos em um relacionamento com uma mulher - Foto: DivulgaçãoA comédia tem como protagonista Simone (Sarah Stern), que está há três anos em um relacionamento com uma mulher - Foto: Divulgação

Homossexualidade é um assunto delicado. Não existe um conceito binário para se classificar e o processo de descoberta é muito complicado e volátil. Além disso, o procedimento de se assumir como homossexual – normalmente expresso através do eufemismo "sair do armário" – às vezes representa um grande problema para muitas pessoas, seja por questões familiares, religiosas ou políticas. Para discutir a respeito dessas dificuldades que atormentam muitas pessoas estreia na Netflix o filme "Gostos e Cores", produção francesa original que estreia na plataforma dia 24 de junho.

A comédia tem como protagonista Simone (Sarah Stern), que está há três anos em um relacionamento com uma mulher, mas sem se assumir para a família conservadora. Entretanto, quando Simone finalmente decide contar para os pais de sua opção sexual, ela acaba conhecendo Wali (Jean-Christophe Folly), um chef senegalês. Aí todas as suas certezas vão por água abaixo. Com isso, a atrapalhada protagonista começa a se questionar se é realmente gay. Além disso, mesmo se decidir ficar com Wali, ainda tem que contar para a família que seu namorado é negro. No decorrer do filme, as "pisadas na bola" de Simone acabam por dar um tom mais leve a assuntos difíceis de se abordar.

Muitos filmes já retrataram a temática de amor impossível, no qual os apaixonados protagonistas lidam com as dificuldades de se manter um romance proibido. Entretanto, o diferencial de "Gostos e Cores", como já sugere o título, são os dois temas abordados simultaneamente: racismo e homofobia. A produção francesa inova ao representar, por meio das dúvidas amorosas de Simone, boa parte dos questionamentos de quem tem receio de explicitar à família sobre algum relacionamento. Curiosamente, o título em inglês da produção, "To Each, Her Own", é homônimo de uma produção parecida. O filme lançado em 2008 também conta a história de uma mulher que tem dificuldades para se assumir para a família.

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