Ponta Porã, Quinta-feira, 19 de abril de 2018
29/09/2017 13h

Artigo: O pão nosso de cada dia

Por: Oziel Gustavo Marian

Divulgação
 
 

Comer é coisa boa! Além de ser uma necessidade, é um dos grandes prazeres da vida. A comida também sempre fez parte dos encontros da igreja, desde os primórdios. Já com o povo hebreu a comida era parte integrante de suas celebrações e era em torno de uma mesa que Jesus ensinava e se aproximava das pessoas. A comida sacia a fome, aproxima as pessoas e abre infinitas possibilidades.

Por isso, na oração do Pai Nosso Jesus nos ensina a pedir pela comida e embora a palavra usada seja pão, ele representa todos os alimentos. A interpretação de Lutero vai além, pois ele diz que neste pedido está incluso tudo o que nós precisamos para viver (comida, água, roupa, casa, família, amigos e trabalho).

Mas há um limite nesta interpretação, pois nem tudo que temos e queremos é essencial para a nossa vida e, além disso, estamos acumulando muitas coisas que não usaremos hoje e nem amanhã. Embora não seja proibido e nem pecado pedir pelas coisas que queremos e desejamos, na oração que Jesus ensinou, ele nos convida a olhar para o hoje e nos concentrar nas coisas que são essenciais.

Mas certamente há pessoas que não acham certo atribuir a Deus a responsabilidade por estas coisas, pois afinal, elas não caem do céu, nós é que trabalhamos por elas. Até certo ponto, esta posição é correta, mas nem tudo está sob nosso controle. Na verdade, poucas coisas estão sob nosso controle. Não controlamos os batimentos do coração; não controlamos a quantidade de comida; não controlamos os filhos; não controlamos o marido/esposa; nem o sono, nem a chuva, nem o vento, nem o sol... talvez seja mais fácil pensar naquilo que controlamos! Mas eu não consigo pensar em nada que efetivamente conseguimos controlar.

Por isso, pedir pelo pão de cada dia é mais do que pedir pela comida, ou por qualquer outra coisa que temos necessidade; é reconhecer nossa dependência de Deus; reconhecer que apesar do nosso esforço, dedicação e empenho, tudo que temos e vivemos depende também do agir de Deus. A dinâmica entre a nossa ação e a ação de Deus é a mesma dinâmica entre as duas asas de um avião; as duas são essenciais. Então, depois de saber isso, não tem como deixar de pedir à Deus, de envolver Deus e de agradecer a Deus.

Por fim, este pedido pelo pão nosso de cada dia, deve também nos fazer olhar para aqueles que não recebem o mais básico do pão de cada dia. Isto daria uma pregação inteira, mas só quero dizer que nem toda fome é resultado de preguiça. Há muitos outros fatores envolvidos. Falta de chuva, desastres, doenças, desemprego, governos injustos, excesso de população...

Então, ao pedirmos pelo pão de cada dia, devemos incluir também aqueles aos quais a comida não chega com tanta facilidade e na medida de nossas possibilidades, compartilhar o que temos.

Que Deus (o Senhor), te guarde e te abençoe!

Oziel Gustavo Marian – ozielmarian@gmail.com

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