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sábado, 17 de outubro, 2026

Demora no julgamento de candidaturas retarda material de campanha

02/08/2014 19h20 – Atualizado em 02/08/2014 18h54

Por causa disso, o jeito é mandar confeccionar parte do material, como santinhos e panfletos, individualmente até que as coligações liberem a propaganda.

Conjuntura Online

A demora no julgamento do registro de candidaturas retarda a confecção do material de campanha de boa parte dos candidatos aos cargos proporcionais (deputados estaduais e federais) em Mato Grosso do Sul.

Como TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral) julga os pedidos de registros de candidaturas em ritmo lento, muitos candidatos ficam sem poder ir para as ruas pedir votos com a propaganda personalizada de sua coligação, o que só deve ocorrer no segundo semestre de agosto.

Por causa disso, o jeito é mandar confeccionar parte do material, como santinhos e panfletos, individualmente até que as coligações liberem a propaganda.

Em razão da demora, os candidatos já aprovados e em condições de bancar o custo, já imprimiram seus santinhos e estão em plena campanha. Os demais, que dependem das coligações, fazem plantão nas gráficas à espera da sua vez.

Também há reclamações de que a demora deve-se ao fato de o candidato ao governo do Estado alegar pouco dinheiro para correligionários e aliados.

Foi o que ocorreu há dias com o vereador de Campo Grande, Vanderley Cabeludo (PMDB), que desistiu de disputar uma cadeira da Assembleia Legislativa pela coligação MS Cada Vez Melhor (PMDB, PSB, PT do B, PSC, PHS, PRB, PRTB, PTN e PEN),liderada pelo ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB).

À imprensa, Cabeludo garantiu que decidiu adiar seu projeto político por conta da falta de dinheiro para tocar sua campanha, o que realmente foi confirmado por candidatos a cargos proporcionais que participaram de reunião há duas semanas com o governador André Puccinelli (PMDB).

Foram prometidos para os candidatos a deputado estadual R$ 2 mil em julho, R$ 3 mil em agosto e R$ 5 mil em setembro, causando a indignação de muitos.

“Uma campanha dessa tem que ir e ganhar, não vou só para fazer legenda. Tinha possibilidade de ganhar, tenho eleitores em Mato Grosso do Sul. Mas não tenho grana, aí é difícil”, desabafou Cabeludo, ao anunciar sua desistência.

O fato é que seja por falta de dinheiro ou por outros motivos, essas desistências aos cargos proporcionais acabam refletindo diretamente nas campanhas majoritárias, que precisam do maior número de votos possível para conquistar o governo.

Embora os gastos estejam minguados neste início de campanha eleitoral, vários candidatos já percorrem o interior do Estado em busca de votos por conta própria.

À Justiça Eleitoral, os três principais candidatos ao governo – Delcídio, Nelsinho e Reinaldo Azambuja (PSDB) – declararam ser milionários e valores maiores ainda para gastos na campanha.

O tucano, por exemplo, está entre os candidatos mais ricos do País.

Alguns candidatos fizeram material individualmente