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domingo, 18 de outubro, 2026

Ronaldinho Gaúcho acumula derrotas na Justiça do Paraguai

Jogador está preso desde o dia 6 de março acusado de usar passaporte falso

Preso desde o dia 6 de março acusado de usar passaporte falso para entrar no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho tem acumulado sucessivas derrotas na Justiça do país vizinho. 

O último comentário foi sofrido na semana passada, após a Quarta Corte de Apelação de Assunção rejeitar o recurso de seus advogados, que questionou a maneira como o processo vem sendo conduzido.

“O recurso, decisão não unânime, não tinha como objeto ou mérito. Não discutia os fatos. O recurso tinha como objeto uma questão processual e, diante da decisão, seria interposto novo recurso”, disse ao Estadão Sérgio Queiroz, advogado de Ronaldinho Gaúcho.

Até o momento, uma única vitória do ex-jogador nos tribunais paraguaios foi em abril, quando conseguiu deixar uma cadeia e ir para uma prisão domiciliar, em um hotel de Assunção. 

Mas antes da Justiça já havia sido negada duas vezes o pedido e, após a aliança, US $ 1,6 milhão (aproximadamente R $ 8,5 milhões) paga por Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, que foi preso junto com ele.

Antes de ir para o hotel, Ronaldinho Gaúcho estava no centro de detenção da polícia que abriga políticos processados ​​por corrupção e presos por narcotráfico. 

Mesmo no presídio considerado de segurança máxima, o ex-jogador e o irmão mantêm contato com familiares no Brasil, inclusive por videochamadas.

O ex-jogador e seu irmão estão proibidos de deixar o Paraguai acusados ​​de “uso de documentos públicos com conteúdo falso”. Uma pena para esse tipo de delito no país vizinho previsto até cinco anos de prisão. 

Os promotores investigam ainda a participação de Ronaldinho Gaúcho e o irmão em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

O caso virou um escândalo no Paraguai e atingiu vários funcionários da Diretoria de Migração e do Departamento de Identificação, que emitem passaportes e cartões de identidade, além de impostos do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção. 

Dezoito pessoas foram detidas por envolvimento no caso