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domingo, 18 de outubro, 2026

Onças impõem medo, mas não mudam rotina de corumbaenses

09/09/2014 08h40

Desde o início de agosto, ao menos sete felinos foram vistos

Correio do Estado

Perto da casa do pescador Luiz Francisco Melo, na encosta da chamada Cacimba da Sáude, beira da Baía do Tamengo, em Corumbá, cidade sul-mato-grossense, na fronteira com a Bolívia, ronda uma fera cuja bocada quebra até casco de tartaruga. Nem por isso ele e os vizinhos se trancam, pelo contrário, mantêm a tradição de conversarem até o sono vir, em frente às casas.

Melo tem 56 anos de idade, está há 40 morando no mesmo lugar e “jamais”, confidencia, sentiu-se ameaçado por animal selvagem do Pantanal, justo o maior felino brasileiro, a onça-pintada.

Outras onças não rodeiam só a casa de Melo. Desde o início de agosto, ao menos sete felinos foram vistos em avenidas, ruas, subidas em árvores plantadas em vias de bairros distantes da área central da cidade de 104 mil habitantes.

Até agora, uma onça foi capturada e nenhuma foi pessoa atacada, mas há históricos, ainda investigados, de animais domésticos devorados, como cachorros e galinhas.

Na semana passada, onça fêmea foi capturada (Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado)