17/09/2014 06h30
“Hoje, depois de mais de um ano, ainda estou em recuperação, pois a área afetada é muito sensível e depende de um longo repouso” afirmou Diogo.
Divulgação (TP)
O jornalista Diogo Neto, diretor do jornal “Folha da Campo”, depois de passar por cirurgia fez questão de agradecer o atendimento que recebeu do governo do prefeito Ludimar Novais (PPS), no Hospital Regional “Dr. José de Simone Neto”.
Diogo relata que no dia 7 de julho do ano passado, quando acometido por fortes dores na coluna, procurou junto com sua esposa o Posto de Saúde do Assentamento Itamarati, onde foi atendido e depois encaminhado para ser internado no Hospital Regional de Ponta Porã. “Depois de medicado e realizados os exames específicos e uma ressonância magnética, ficou constatada a gravidade do problema. Havia uma séria lesão na vértebra T-11, que dependia do parecer e do tratamento especializado, pois o local apresentava um caroço com todos os sintomas de tumor maligno, devido às fortes dores, com tratamento à base de morfina”, relata.
Mas para que recebesse um tratamento adequado, disse o jornalista, era necessário o parecer de um médico neurologista, especialista em coluna vertebral, e um oncologista para fazer uma biópsia e assim diagnosticar um tratamento ou um procedimento cirúrgico necessário. “Apesar de todos os esforços da equipe médica e servidores do Hospital Regional de Ponta Porã, não restava mais nada a fazer, a não ser me medicar para diminuir as dores insuportáveis, e solicitar a transferência para algum hospital do Estado que dispusesse dessas especialidades, sendo que a vaga estava sendo buscada pela Secretaria Municipal de Saúde”.
Segundo Diogo, o apoio do Governo Municipal foi imprescindível para acabar com a dor angustiante, que só acalmava com forte medicação a base de morfina. “Mas nunca perdi a fé em Deus e nem a confiança nas pessoas que cuidavam mim, a equipe médica e, principalmente, a minha dedicada esposa Rosenilda que acompanhou todo esse sofrimento”, destaca.
O jornalista faz questão de ressaltar que durante sua internação no Hospital Regional, foi muito bem atendido pelos médicos ortopedistas: Dr. Vidal; Dr. Ronald; Dr. Leonardo e Dr. Roberto, além da equipe de enfermeiros e técnicos em enfermagem: Tânia; Talita; Nilson; Gedson; Anderson; Paulinho; João; Maria Elena; Zunilda, entre outros da equipe.
Finalmente no dia 31 de julho, fala Diogo, depois de muita insistência das assistentes sociais do Hospital e de um esforço especial do Dr. Eduardo Rodrigues, Secretário Municipal de Saúde, foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande. “Em um primeiro contato, depois de examinar a ressonância, a equipe de neurologistas, diagnosticou a necessidade de uma intervenção cirúrgica, pois a região estava lesionada e com a suspeita de um tumor maligno. Depois de vários exames mais detalhados, a equipe médica, viu a possibilidade de fazer uma cirurgia simples, rápida e sem muitas sequelas. E foram mais 28 dias para encaminhar a solicitação e aguardar uma resposta se era possível ou não realizar a cirurgia pelo SUS. E, finalmente no dia 27 de agosto de 2013, às 7 horas da manhã, a equipe de neurocirurgia liderada pelo médico Dr. Wladimir Rodrigues assessorado pelo Dr. Bruno Martins, realizou a cirurgia com sucesso”.
De acordo com o jornalista, foi aplicada uma técnica conhecida como ‘vertebroplastia’, onde através de dois pequenos furos, foi injetado cimento ósseo na vértebra lesionada. “Simples assim! E finalmente depois de exatos 57 dias deitado sem sequer sentar na cama, recebi alta hospitalar e voltei para acabar a recuperação em casa. O resultado da biopsia deu que o caroço era benigno. E não incomodou mais.
Hoje, depois de mais de um ano, ainda estou em recuperação, pois a área afetada é muito sensível e depende de um longo repouso. Fiz um trabalho de fisioterapia no Centro de Especialidades ‘João Kayatt’. Durante a convalescença todos os procedimentos necessários eram realizados em minha residência pela equipe de enfermeiros do Posto de Saúde da sede no Itamarati”.
O jornalista diz que todo esse processo foi uma lição de vida. “Pude perceber que a saúde pública no Brasil funciona sim, com muitas dificuldades e algumas precariedades, mesmo assim funciona. Com raras exceções, os profissionais da área são bem qualificados e tratam cada paciente como um ser humano, e não como uma obrigação no trabalho de cada dia. Muito obrigado a toda equipe da área ortopédica do Hospital Regional de Ponta Porã, e principalmente ao Dr. Eduardo Rodrigues pelo esforço em resolver o mais rápido possível todo o processo de transferência”, finaliza.


