02/10/2014 09h50
Senador é investigado por suposto recebimento de propinas
Correio do Estado
No pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) de instauração de inquérito para investigar o senador Delcídio do Amaral (PT), candidato a governador, em suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Dourados, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mostrou o modus operandi para divisão do dinheiro da comissão das obras. Numa conversa do secretário municipal de Governo, jornalista Eleandro Passaia, no dia 29 de junho de 2010, com Eduardo Uemura, comentou-se a negociação da suplência de Delcídio por R$ 5 milhões.
“Negociando a suplência do Delcídio… para a minha mãe”, afirmou Uemura na conversa com Passaia. O obstáculo ao fechamento do acordo estava no valor. O pai, Sizuo Uemura, estava achando caro demais pagar R$ 5 milhões para a esposa ser suplente de Delcídio. “É… aí meu pai… ele achou muito caro”, explicou.
Uemura informou que Delcídio seria ministro e sua mãe assumiria o Senado. Ele revelou ainda que os R$ 5 milhões foram fixados por Delcídio para entregar a suplência à sua mãe. Mesmo na eventualidade de a mãe não assumir o Senado, o filho comentou valer a pena. Passaia perguntou como seria reposto esse valor pago a Delcídio para não ocupar o cargo. Uemura respondeu: “Tira na obra, com obra”.


