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26/11/2013 14h20

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Globo

Da queda de testosterona à obesidade. Saiba quais são os 10 vilões do seu desejo

Estresse

Em alguns casos é o responsável pela diminuição do desejo sexual. “Seja porque o indivíduo se encontra extenuado e com pouca disposição para a atividade sexual, ou porque o estresse crônico às vezes resulta em redução dos níveis da testosterona”, explica Scanavino. O tratamento pode ser feito com terapias ou medicamentos, dependendo da gravidade.

Transtornos de ansiedade

Indivíduos com sintomas de ansiedade, como síndrome do pânico e transtorno obsessivo compulsivo, poderão também apresentar menos apetite sexual em virtude do estado psicológico. É o que diz o psiquiatra Marco Scanavino. O tratamento pode ser feito com terapias ou medicamentos.

Depressão

Provou-se que é um mal psicológico e orgânico, capaz de fazer a pessoa se isolar, perder o apetite, encontrar dificuldade para realizar tarefas cotidianas, ter sentimentos de impotência e culpa. O apetite sexual é prontamente afetado. O tratamento é feito tradicionalmente com
medicamentos (que também podem afetar a libido) e terapia.

Drogas e álcool

Apesar de muitos dizerem que álcool e drogas têm efeito afrodisíaco, em doses elevadas, essas substâncias podem influenciar a liberação de hormônios, como testosterona, progesterona e serotonina, causando queda de libido. De forma imediata, elas podem alterar o fluxo sanguíneo, prejudicando ereção e ejaculação. Consumo moderado é a saída.

Medicamentos

Medicações utilizadas para o tratamento de doenças como hipertensão arterial, úlceras e depressão podem afetar os receptores da serotonina – neurotransmissor responsável por regular sono, humor e apetite –, diminuindo os impulsos sexuais. quando isso ocorre, o médico ou psicólogo envolvido no tratamento deve ser avisado. Ele pode sugerir, por exemplo, a alteração do medicamento.

Queda de testosterona

A partir dos 30 anos os níveis de testosterona, hormônio masculino, caem cerca de 1% ao ano. “Os baixos níveis desse hormônio podem causar irritabilidade, fadiga, indisposição, gordura abdominal, perda de massa muscular e óssea e queda de libido”, explica Nardi. A queda de testosterona pode ser tratada com reposição hormonal, feita com remédios injetáveis, ou, mais recentemente, por meio de uma droga tópica, de absorção através da pele da axila (adesivo).

Obesidade

Afeta o desejo sexual de duas formas: física, pois alteração da tireoide, aumento de colesterol, triglicérides e diabetes podem causar queda de testosterona; e psicológica, já que a dificuldade para aceitar o próprio corpo pode contribuir com a perda de desejo. O emagrecimento saudável resolve o problema.

Tabagismo

Cigarro causa disfunção erétil aguda e crônica. A nicotina e o alcatrão acabam na corrente sanguínea após inaladas e se depositam nos tecidos vasculares penianos, que ficam fibrosos e não conseguem se distender. Logo, a ereção fica prejudicada. O cigarro também causa diminuição da irrigação sanguínea, que dificulta a ereção. Medicamentos para disfunção erétil podem ajudar de forma pontual, mas abandonar o cigarro é a melhor medida.

HPB (Hiperplasia Prostática Benigna)

“Diferentemente de outras partes do corpo que param de se desenvolver após a idade adulta, a próstata cresce continuamente”, explica Nardi. Quando o crescimento é excessivo, a uretra – canal condutor da urina – fica comprimida. Os principais sintomas são sensação de bexiga cheia e necessidade constante e dificuldade para urinar. A HPB frequentemente leva à disfunção erétil e queda de libido. O tratamento é feito através de remédios ou cirurgia. A partir dos 45 anos todo homem deve realizar exames de próstata.

Disfunção erétil

A impotência pode levar à falta de desejo. Pesquisas mostram que 52% dos homens acima dos 40 anos têm algum grau de disfunção erétil. Um estudo da Sociedade Brasileira de Urologia mostrou que cerca de 30% dos homens acreditam que a disfunção erétil é algo natural da idade. “Quando o homem tem dificuldades de ereção passa a sentir uma responsabilidade muito grande e o desejo diminui por medo de falhar”, explica Nardi. O primeiro passo é realizar exames para descobrir a origem. Se o motivo for físico, os medicamentos podem resolver; se for psicológico, a terapia pode ser um bom caminho.

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