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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

Ageprev suspende pagamento de aposentadoria a ex-major que virou traficante internacional

Segundo a procuradora da Agência, Renata Raule, a suspensão foi realizada pelo cuidado com o dinheiro público após o suposto óbito do major.

A Agência de Previdência do Mato Grosso do Sul (Ageprev-MS) suspendeu o pagamento de aposentadoria ao ex-major da Polícia Militar do estado e hoje traficante internacional, Sérgio Roberto de Carvalho. A procuradoria da Ageprev ainda solicitou uma prova de vida ao ex-militar para a retomada do pagamento.

De acordo com a procuradora da Agência, Renata Raule, a suspensão foi realizada pelo cuidado com o dinheiro público, após saber, pela mídia, do suposto óbito do ex-major. “Ele ainda recebia proventos da reserva, por conta de uma decisão judicial. Após sabermos da situação toda, suspendemos o pagamento, e solicitamos, através de carta, para ele comparecer até a Ageprev e realizar a chamada prova de vida”, afirmou ao G1.

Carvalho é procurado pelas polícias do Brasil e da Europa por comandar uma organização criminosa internacional, e teria forjado a própria morte no fim do ano passado, utilizando uma identidade falsa, para conseguir fugir. Em janeiro, o Fantástico mostrou que o ex-militar está vivo e foragido.

Segundo Raule, o prazo para a resposta, de 15 dias após o aviso de recebimento, ainda não venceu. Se ainda assim Sérgio Roberto não for encontrado, o pagamento continuará suspenso e um edital no Diário Oficial da União será publicado para convocar o ex-major a comparecer na Agência. O pagamento só deve ser retomado caso algum familiar apresente atestado de óbito ou requisição de pensão, o que não aconteceu até o momento, conforme a procuradora.

Ageprev suspende pagamento de aposentadoria a ex-major que virou traficante internacional
Portal da Transparência mostra pagamento de mais de R$ 9 mil de aposentadoria ao ex-major em dezembro do ano passado — Foto: TV Globo/Reprodução

O último pagamento da aposentadoria do ex-major foi em dezembro, referente a novembro, de cerca de R$ 9 mil. A defesa de Sério Roberto ainda cobra, na justiça, cerca de R$ 1,3 milhão, após ficar mais de seis anos sem o benefício, pelo entendimento da Agência de que ele não deveria mais receber aposentadoria após a perda do posto e da patente, em junho de 2010. O agora megatraficante foi demitido oficialmente da PM em 2018.

A última vez que ele foi visto no Brasil foi em um hotel de Campo Grande, em 2018. O paradeiro dele, no momento, é desconhecido. O G1 e a TV Morena tentaram contato com os advogados de Sérgio Roberto de Carvalho, mas até a publicação desta reportagem, ninguém havia respondido.

Fonte: G1 MS