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sábado, 17 de outubro, 2026

PT exige fidelidade do PMDB para ocupar cargos federais

21/02/2015 09h20

Carlos Marun disse que o partido não vai aceitar alinhamento automático

Correio do Estado

Para contemplar o PMDB sul-mato-grossense com cargos federais, o PT exige fidelidade dos parlamentares atuantes na Câmara dos Deputados e Senado ao governo da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Segundo o coordenador da bancada dos deputados federais, Vander Loubet (PT), a rixa entre PT e PMDB em Mato Grosso do Sul não será levada em conta na hora da distribuição das vagas, porém todos devem assegurar apoio à chefe do Executivo, bem como ao Estado.

“Acho que todos os aliados têm de ser contemplados. PR, PMDB, entre outros. E claro que vamos cobrar fidelidade por parte deles, para que os deputados aprovem matérias de interesse do governo, afinal, são base. O vice-presidente é do PMDB”, avaliou referindo-se ao vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer. “Precisamos da base aliada sólida neste momento de crise”, completou.

Entretanto, justamente esta crise pode estremecer o relacionamento com governistas. Segundo o deputado federal de primeiro mandato, Carlos Marun (PMDB), o partido nem sequer começou a discutir sobre os cargos que devem pleitear. Ele acredita que o assunto possa estar na pauta a ser trabalhada em reunião da sigla na segunda-feira (23) e adiantou: “Posso antecipar que, se qualquer indicação no sentido de ocupar espaço significar alinhamento automático ao governo, nós não vamos aceitar, porque não há articulação política eficiente. Hoje em dia, o País vive na instabilidade”, disse.

Para exemplificar, Marun citou a eleição do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). Segundo ele, Dilma articulou o tempo todo para que o pleito fosse para o segundo turno, na esperança de derrotá-lo.

Marun criticou a falta de articulação do governo para contemplar os aliados com cargos (Foto: Divulgação)